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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Investigado na CPI, Wizard é pedra no sapato da rede de escolas de idiomas

Atual dona da rede educacional, a Pearson foi à Justiça pedir desvinculação pública da marca do nome do seu fundador

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 30 jun 2021, 09h40 - Publicado em 30 jun 2021, 07h30

Investigado pela CPI da Covid e com depoimento marcado para esta quarta, Carlos Wizard tem causado constrangimento aos atuais donos da rede de escolas de idiomas da qual foi fundador.

Desde 2013, a Pearson é controladora da empresa e foi à Justiça de São Paulo pedir que fosse feita uma declaração pública deixando claro que a marca não tem mais nenhum vínculo com Carlos Wizard.

O desconforto teve início quando o empresário passou a atuar no Ministério da Saúde junto a Eduardo Pazuello, no ano passado, e começou a emitir declarações a favor do uso da cloroquina como ‘tratamento precoce’ contra a Covid-19.

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Na ocasião, usuários de redes sociais que não sabiam que Carlos não era mais dono da Wizard fizeram comentários negativos nas páginas da escola.

O pedido da Pearson foi acatado e a informação foi publicada no Diário Oficial do Tribunal de Justiça em agosto.

Em edital, o TJ-SP informou que a Wizard foi adquirida em 2013 pela Pearson e que, desde então, a empresa “é a única detentora de todos os direitos relacionados à marca e à rede de franquia de escolas de idiomas”.

O texto acrescenta que Carlos Martins não tem “qualquer tipo de vínculo societário ou qualquer tipo de relação atual com a rede” e que a Pearson “não compactua com qualquer pronunciamento emitido por Carlos, especialmente de caráter político”.

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