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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Inquérito das fake news abriga provas pesadas contra bolsonaristas

A outra investigação, que trata dos atos antidemocráticos, até hoje não chegou a mapear peixes graúdos no grupo radical que atacou a democracia

Por Robson Bonin Atualizado em 1 mar 2021, 07h35 - Publicado em 1 mar 2021, 07h30

Na semana passada, o ministro Dias Toffoli, do STF, provocou surpresa ao revelar, por vontade própria, informações sigilosas do inquérito das fake news, que tramita no Supremo.

Segundo ele disse na Band, as investigações haviam mapeado fontes internacionais de financiamento dos radicais bolsonaristas que atacaram a democracia e as instituições.

“Teve financiamento estrangeiro, internacional, a atores que usam as redes sociais para fazer campanhas contra as instituições, em especial o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional… Está em curso o aprofundamento desses dados de investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, o que é gravíssimo”, disse o ministro.

O ministro Alexandre de Moraes é relator de duas importantes investigações no STF. O inquérito das fake news e o caso dos atos antidemocráticos. Nos dois inquéritos, Moraes autorizou a quebra de sigilos de investigados para desmontar a rede de conspiração golpista.

Fontes ouvidas pelo Radar que estão em contato direto com as investigações dizem que o material citado por Toffoli só pode ter sido obtido a partir do inquérito das fake news, cuja profundidade até hoje é desconhecida.

No caso dos atos antidemocráticos, a PGR e a PF fizeram uma série de diligências, mas só conseguiram chegar a aloprados da caixa baixa do bolsonarismo. Não seria essa turma, que lidava com pequenas quantias de dinheiro, a mais perigosa nesse jogo de ataque a instituições.

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