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Exército impõe silêncio a militares sobre Previdência das Forças Armadas

Em mensagem para todas unidades, general Pujol, do Comando do Exército, pediu que se evite comentários também em redes sociais

Por Evandro Éboli 30 ago 2019, 14h14

O comandante do Exército, general Edson Pujol, baixou um silêncio geral na tropa. No momento que  se discute a reforma dos militares, ele recomenda que ninguém se manifeste sobre “questões político-partidárias, sindicais e corporativas”. Seja ativo ou inativo.

Em mensagem a todos comandantes de unidades, Pujol afirmou que as normas de conduta da hierarquia e disciplina devem ser “rigorosamente observadas” e escreveu que está vedado também  comentários nas mídias sociais.

Pujol lembra que são vedadas associações de militares para defesa de interesses corporativos. O texto não cita diretamente as mudanças na carreira e na previdência das forças, mas é esse o endereço.

“As normas de conduta devem ser observadas e aplicadas em todos os momentos da carreira militar, independente se em contexto real ou virtual, por meio de mídias sociais ou outros meios de comunicação” – diz a mensagem do comandante.

Esse silêncio da tropa sobre o tema se viu esta semana. Na terça, os oficiais militares que lotaram a comissão que trata do assunto na Câmara  para ouvir o ministro da Defesa tratar o tema, não aplaudiram os deputados favoráveis à causa.

Nem a fala de Eduardo Bolsonaro em defesa dos militares das três forças.

Na audiência, apenas poucos representantes de associações de graduados se manifestaram contrariamente ao projeto de reestruturação da carreira dos militares.

 

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