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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Escolha de novo ministro da Educação impõe derrota à ala ideológica

Próximo aos militares, Carlos Alberto Decotelli da Silva é visto como equilibrado e técnico

Por Mariana Muniz Atualizado em 25 jun 2020, 16h08 - Publicado em 25 jun 2020, 16h07

A escolha de Carlos Alberto Decotelli da Silva por Jair Bolsonaro para o comando do Ministério da Educação surpreendeu quem vinha acompanhando a novela da pasta. A indicação de Decotelli, um acadêmico respeitado pelos pares e apoiado pelos militares, impõe uma derrota à ala ideológica do governo, que vinha vencendo a disputa até agora. 

Como o Radar mostrou ao longo da semana, eram os olavistas, liderados pelos filhos do presidente, que vinham dando o tom da disputa pelo MEC. Vários nomes chegaram a ser cotados, como o do atual secretário de Educação do Paraná — sumariamente descartado por ser moderado demais. 

Quem acompanha os meandros da Educação no país confirma o perfil discreto e equilibrado de Decotelli, que chegou a presidir, por nove meses, o FNDE, hoje ocupado pelo centrão.

Ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Mozart Ramos entende que o novo ministro terá dois grandes desafios pela frente: o primeiro, é garantir que terá autonomia para montar sua equipe, mesmo diante de um MEC tomado pelos discípulos do filósofo bolsonarista. O segundo, é a implementação de uma “agenda positiva e de confiança” com os sistemas de educação no Brasil.

 

 

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