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Diplomacia brasileira ainda enxerga China como oportunista na crise

Ao oferecer ajuda a outros países na pandemia, regime estaria buscando converter a pandemia em alianças e negócios

Por Evandro Éboli Atualizado em 27 mar 2020, 14h07 - Publicado em 27 mar 2020, 12h13

Jair Bolsonaro e o líder chinês Xi Jinping já conversaram para desfazer a trapalhada de Eduardo Bolsonaro que postou críticas e acusações contra o partido chinês em relação ao coronavírus.

Apelidado de Eduardo Bananinha pelo vice, Hamilton Mourão, o filho do presidente tem fortes aliados na diplomacia brasileira. No Itamaraty de Ernesto Araujo, que quase teve Bananinha entre seus embaixadores, a China continua sendo uma força menor.

A diplomacia terraplanista de Bolsonaro não economiza em elogios à turma de Donald Trump por usar termos como “vírus chinês” ou “vírus de Wuhan” para se referir ao coronavírus.

Os americanos batem em Pequim por não ter divulgado informações sobre o início do surto. Para o Itamaraty, é por causa das críticas que recebe dos EUA, que os chineses se empenham em oferecer ajuda no combate ao vírus.

Como o pior já teria passado na China e a onda de mortes estaria agora sobre a Europa e os EUA, o regime estaria, com seu espírito cooperativo, buscando converter a pandemia em uma janela de oportunidade geopolítica para alianças e negócios.

É por isso, na visão dos diplomatas, que Trump lançou os EUA em uma campanha para ajudar países no combate ao vírus. Para não perder protagonismo para a China.

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