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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Deputados negros querem remover das ruas estátuas de escravocratas

Em projeto de lei, parlamentares pedem que sejam retirados 180 monumentos públicos

Por Evandro Éboli Atualizado em 4 dez 2020, 11h05 - Publicado em 4 dez 2020, 13h20

Duas deputadas do PSOL – Áurea Carolina (MG) e Talíria Petrone (RJ) – e o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), todos negros,  protocolaram projeto de lei proibindo homenagens a quem no passado foi
proprietário e traficante de escravos e a pensadores que defenderam e legitimaram a escravidão.

O parlamentares defendem a remoção das ruas de monumentos públicos, estátuas, totens, praças e bustos que cultuam essas pessoas. Ao todo, são 180 estátuas em todo o país.

No projeto, os três defendem que esse material seja destinado a museus e que sejam inseridas informações sobre suas relações com a escravidão.

O levantamento com esses nomes está exposto no site Galeria da Arte Racista Brasileira. Durante 5 meses, um grupo do Coletivo Negro de Historiadores Tereza de Benguela realizou essa pesquisa e identificou os 180 monumentos.

Nessa lista, completa no site “Notícia Preta”, tem Tiradentes, Cristóvão Colombo, Bento Gonçalves, Borba Gato e Maurício de Nassau, entre outras dezenas de nomes.

“Existe também um caráter pedagógico dos monumentos, o pois os homenageados são pessoas reconhecidas pela sociedade como figuras exemplares e que devem servir de inspiração para as novas gerações. Desta forma, as estátuas cumprem esse papel, porém é totalmente incoerente termos personagens que participaram de atos deploráveis, como a legitimação da escravidão, sendo tratados como exemplo para novas gerações”, afirmam os três parlamentares na justificativa do projeto.

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