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Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Deputado quer explicação da Defesa sobre novo satélite de 145 milhões

Líder do PSB procura saber se decisão levou em conta os argumentos do INPE.

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 26 ago 2020, 16h22 - Publicado em 26 ago 2020, 17h00

O deputado Alessandro Molon (RJ) entrou com um requerimento que solicita ao Ministério da Defesa informações sobre a compra de um novo sistema de satélites no valor de 145 milhões de reais.

O líder do PSB na Câmara quer acesso aos estudos que levaram o governo federal a adquirir o SipamSAR para saber se a decisão levou em conta os argumentos apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que há anos faz o monitoramento da Amazônia.

A ideia do deputado é garantir que a transferência deste monitoramento para os militares não prejudique a transparência dos dados referentes ao desmatamento e queimadas no Brasil. Desde o ano passado, o INPE tem sido alvo de críticas por parte de Bolsonaro devido aos alertas sobre o aumento significativo do desmatamento na Amazônia.

“É muito estranho que, no meio de uma pandemia, o governo Bolsonaro decida gastar R$ 145 milhões para a aquisição de um equipamento que pode não acrescentar nada no monitoramento da Amazônia. Seria muito mais eficiente que este recurso fosse aplicado no combate direto aos crimes ambientais”, argumenta.

Nas contas do parlamentar, o orçamento do INPE para monitoramento da cobertura da Terra, queimadas e incêndio em 2020 foi de apenas 3 milhões de reais. “Não nos falta informação. O que falta ao Brasil é um governo que queira combater o desmatamento e as queimadas”, completou.

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