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Defesa de ex-presidente paraguaio diz que ajuda a doleiro não é ilegal

Em HC apresentado ao TRF2, advogados pedem revogação de mandado de prisão preventiva

Por Mariana Muniz - 21 nov 2019, 18h46

A defesa do ex-presidente do Paraguai Horário Cartes afirma, em pedido de habeas corpus feito ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que o político não cometeu qualquer ilegalidade ao ajudar o doleiro Dario Messer.

O político foi um dos alvos da Operação Patron, deflagrada pela PF e pelo MPF na última terça-feira. Ele é acusado pelo MPF de ter fomentado e financiado organização criminosa no período em que o doleiro Dario Messer esteve foragido das autoridades brasileiras e paraguaias.

“É incontroverso (e está nos autos!) que o pedido de “ajuda” no montante de US$ 500.000,00 de Dario Messer – conforme expresso na carta, da qual não se tem notícia que tenha chegado ao destinatário – seria utilizado para pagamentos de despesas decorrentes da sua defesa no âmbito jurídico. Ou seja, de acordo com o próprio MPF, tinha como única finalidade custear gastos jurídicos, com advogados e sua defesa”, escrevem os advogados de Cartes.

No HC apresentado ao TRF2, os advogados do ex-presidente pedem para que seja revogado o mandado de prisão preventiva contra ele. O relator do processo é o desembargador Abel Gomes, relator das ações envolvendo a Lava-Jato no tribunal de segunda instância.

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