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Conduta de Bolsonaro na pandemia pode inviabilizar reeleição, diz pesquisa

Eleitor associa o presidente a termos como ‘irresponsabilidade, incapacidade de empatia, falta de compostura e preparo para o cargo’

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 6 jul 2021, 12h03 - Publicado em 6 jul 2021, 11h45

Pesquisa Ipsos encomendada pelo DEM mediu a avaliação de Jair Bolsonaro, de governadores e prefeitos.  Bolsonaro é o mais impopular entre todos os gestores, quando a pesquisa se concentra na análise geral da gestão, incluindo todas as questões de governo. Enquanto a avaliação positiva (ótima, boa e regular mais para positiva) de prefeitos é de 56% e a de governadores fica em 47%, Bolsonaro tem apenas 33%.

Quando a avaliação é exclusivamente sobre a conduta na pandemia, Bolsonaro torna-se ainda mais impopular. O comportamento presidencial durante a emergência sanitária que já matou mais de 520.000 brasileiros, aliás, é o principal fator da sua queda de popularidade. A gestão presidencial na pandemia é considerada péssima ou ruim por 59% dos brasileiros.

A pesquisa constata que a rejeição de Bolsonaro é amparada em “atitudes intensas de rejeição” no eleitorado. “As avaliações ruim/péssimo vêm acompanhadas de atitudes intensas de rejeição, dificilmente reversíveis (irresponsabilidade/ incapacidade de empatia/ falta de compostura e preparo para o cargo)”, registra o Ipsos.

Ao avaliar a parcela que se mantém fiel a Bolsonaro, o instituto registra a blindagem política do presidente. Quem acha o governo Bolsonaro “ótimo ou bom” se mostra “blindado contra críticas” ao presidente.

Apesar disso, o cenário, na avaliação do instituto, não é de todo perdido para Bolsonaro. “Nas avaliações regulares observa-se considerável desgaste de imagem, porém, ainda há espaço para recuperação. A novidade é que esse espaço de recuperação está encolhendo, na medida em que se consolidam opiniões negativas e antipatias”, diz a pesquisa.

A pesquisa encomendada pelo DEM ouviu 1.500 brasileiros em todas as regiões do país.

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