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Voltar com Bolsonaro? Cacique do PSL fala em Moro candidato para 2022

Vice-presidente nacional do partido afirma que o presidente só decidiu se reaproximar por constatar que o Aliança pelo Brasil naufragou

Por Robson Bonin Atualizado em 21 ago 2020, 09h49 - Publicado em 21 ago 2020, 09h10

Veja como esse namoro de Jair Bolsonaro com o PSL tende a ser tumultuado no antigo ninho oficial do bolsonarismo. Enquanto uma parte da sigla conversa abertamente com o presidente sobre a nova amizade colorida, outros setores do partido, que não esqueceram as coisas que foram ditas e as acusações lançadas, se pintam para a guerra.

Vice-presidente nacional da sigla, o deputado Junior Bozzella não esconde a contrariedade diante da aproximação da cúpula do partido com Bolsonaro. “É muito mais fácil hoje filiar o Sergio Moro, que defende nossas bandeiras, do que Bolsonaro, que abandonou tudo que defendemos na eleição para se juntar com o centrão, que tentou destruir o PSL dizendo um monte de mentiras, como a história da caixa-preta, e agora engoliu o vômito para tentar voltar”, diz o deputado, destacando que sua posição é pessoal, não do partido.

Para a ala que permanece contra a reaproximação, Bolsonaro só resolveu voltar a flertar com o PSL porque seu Aliança pelo Brasil fracassou e a sigla se fortaleceu, preservando o gigantesco fundo partidário, ampliando diretórios e se cacifando para ampliar os quadros na próxima eleição. “Bolsonaro apostou que a saída dele mataria o PSL. Mas a gente só cresceu depois”, diz Bozzella.

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