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Alívio de Bolsonaro no inquérito sobre a PF deve ser momentâneo

Licença médica de Celso de Mello se aproxima do fim e decano dá sinais de que volta nos próximos dias

Por Mariana Muniz 17 set 2020, 17h56

O alívio de Jair Bolsonaro com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello que suspendeu o inquérito sobre supostas interferências suas na Polícia Federal — apontadas pelo ex-ministro Sergio Moro — não deve durar muito tempo. É que o ministro Celso de Mello, o relator do caso, está se preparando para voltar da licença médica que cumpre desde agosto.

No caso do inquérito Moro versus Bolsonaro, Marco Aurélio teve que agir nesta quinta-feira em razão da ausência do decano. A regra é que, em questões urgentes, como o pedido apresentado pela ontem AGU, cabe ao segundo ministro mais antigo da Corte decidir. O que aconteceu.

Com a volta de Celso à vista, porém, é possível que a decisão dada por ele, determinando que o depoimento do presidente seja presencial, e não por escrito, como pleiteia Bolsonaro, seja mantida.

A licença médica do decano termina no sábado, dia 26, e o ministro já começou a pautar seus casos nos julgamentos virtuais marcados para o período que vai de 25 de setembro a 2 de outubro — seu último mês na Corte. Em suas listas, diversas ações importantes, que tratam de temas como a Lei Antitruste,  a multa fiscal de 300% e a atividade de inspeção das condições de segurança veicular.

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