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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Aliado de Bolsonaro, Romário quer que CPI aponte culpados por mortes

Senador foi contra comissão, mas agora quer responsabilização pelo caos

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 21 jun 2021, 14h43 - Publicado em 21 jun 2021, 16h31

O senador Romário Faria (PL-RJ) disse que no início da CPI da Pandemia chegou a concordar com o discurso governista de que não era o momento de buscar responsáveis pelas mortes no país, naquela época em torno de 400.000 pessoas.  

Decorridos quase dois meses do início dos trabalhos da comissão, o senador, que é aliado da família Bolsonaro, de quem diz ter só sentimentos de carinho, amizade e respeito mútuo, mudou de opinião. 

Agora ele acredita que a CPI precisa ir a fundo nas investigações para encontrar os culpados pelo caos na pandemia. 

“Já que abriu (a comissão) e está indo (adiante com os trabalhos), os culpados têm que aparecer”, disse o senador, sem indicar quem seriam esses responsáveis. “Eles têm que pagar pelas coisas que fizeram de errado nessa pandemia que matou tantas pessoas, simples assim”, completou.

Apesar da opinião sobre a CPI que hoje é a maior dor de cabeça para Bolsonaro, Romário não esconde sua simpatia pela família presidencial. O também senador Flávio é descrito como “um amigo”. Sobre o presidente, disse que ele sempre o tratou com carinho nas “duas ou três vezes” em que estiveram na presença um do outro em encontros no Palácio do Planalto e também em ocasiões fora dele. 

No Rio não é segredo que, na política, Romário joga sozinho. Suas articulações, em geral, são feitas com vistas primeiramente a sua viabilidade eleitoral. No ano que vem não será diferente. Ele se filiou no início deste ano ao PL, partido para o qual também migrou o governador Cláudio Castro. A ideia é tentar a reeleição a sua cadeira no Senado.

Questionado sobre a volta política da figura do ex-presidente Lula e seu papel na polarização, ele evitou, como bom jogador que é, se indispor com quem pode aparecer bem posicionado em outubro do ano que vem. 

“O Lula quer ser presidente, o Bolsonaro quer ser reeleito e eu quero ser reeleito também. Cada um vai brigar por seus ideais e objetivos e eu vou brigar pelos meus”, disse. 

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