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AI-5: Comissão de Anistia tem bate-boca entre general e familiares de 64

Confusão começou depois que militar usou o termo "terroristas"; militante interferiu e disse que "torturadores" também foram anistiados

Por Evandro Éboli 26 nov 2019, 18h45

Em dia tomado por discussão de AI-5, a reunião da Comissão de Anistia nesta terça foi marcada por um bate-boca entre o general Rocha Paiva, integrante do colegiado, com familiares de vítimas da ditadura que acompanham a sessão.

O clima esquentou quando o militar se referiu aos opositores do regime como “terroristas”. Militantes reagiram.

Rocha Paiva citava que o regime militar não foi tão duro quanto se criticava e que naquele período tinham eleições livres, ocorriam festivais da canção com músicas de protesto e existiam livrarias que vendiam  “livros marxistas”. E que também não se tratou de um regime de exceção e que nem limitou a atuação da oposição. Ele criticou os “grupos armados revolucionários”

“E o resultado do regime militar foi a vitória, com anistia ampla geral e irrestrita para todos”.

Uma militante reagiu.

“Para os torturadores também”.

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General:

“Exatamente, para os torturadores e terroristas”

Militante:

“Terroristas, não. Revolucionários”.

A certa altura, os militares são chamados de “tarados”, por cometerem torturas em órgãos genitais de ex-presos políticos.

O presidente da comissão, João Henrique Freitas, ameaçou retirar o grupo da sala de reunião se não houvesse ponderação.

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