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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Acordo multibilionário com chineses está nas mãos de Bolsonaro

Presidente decidirá se assina Plano Decenal Brasil-China 2022-2031 até o final do mandato.

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 25 out 2020, 12h49 - Publicado em 26 out 2020, 06h03

Vira e mexe o governo brasileiro se indispõe com a China, o que sugere que as autoridades tupiniquins ignoram a importância das relações com este que é o maior parceiro comercial do país há anos. Para além da balança comercial, há algo ainda mais relevante na relação entre os dois países que parece bem distante de Brasília: os planos decenais de cooperação.

A primeira edição foi assinada pela presidente Dilma Rousseff em 2012 e, agora, cabe ao presidente Jair Bolsonaro decidir até o final do mandato se assinará o Plano Decenal de Cooperação Brasil-China 2022-2031. Ele tem potencial para tirar do papel grandes obras de infraestrutura como a ferrovia bioceânica e a rede de telefonia 5G. Na mesa, o interesse dos chineses em desembolsar muito além dos 80 bilhões de dólares já aplicados no país em investimento direto.

Episódios como o da semana passada, quando o presidente disse ser contrário ao uso da vacina chinesa Coronavac, afora as declarações sobre a possibilidade de não permitir a participação da empresa Huawei na rede 5G, geram uma animosidade desnecessária com o país.

“O Brasil pode perder o bonde da história e o ritmo de desenvolvimento nacional” reflete José Ricardo Luz, CEO do LIDE China. O advogado líder do grupo de empresários cita a Belt and Road Initiative – a “nova rota da seda”, como exemplo do apetite chinês em executar grandes obras de logística, além do investimento em tecnologia e saúde. A empreitada, além de trazer mais competitividade ao Brasil, pode gerar milhares de empregos e promover a mudança para uma matriz energética mais limpa.

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