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Temer reinventa-se

Sai de cena o presidente das reformas. Entra o que enfrentou o crime organizado

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 20h34 - Publicado em 17 fev 2018, 10h00

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, tem razão ao dizer que equivale a um salto triplo carpado o decreto de intervenção federal na área de segurança pública do seu Estado assinado pelo presidente Michel Temer. De fato é.

Mas ou Temer se arriscava a saltar ou estaria condenado à irrelevância tão logo a reforma da Previdência Social, joia da coroa do seu governo, fosse derrotada na Câmara antes do final deste mês. Ou ficasse para ser votada só depois da eleição do seu sucessor. Era o que estava escrito nas estrelas.

Temer preferiu saltar. Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, não foi chamado por ele ao Palácio da Alvorada na noite da última quinta-feira para dizer de onde tirará os recursos necessários para bancar a intervenção no Rio. Ela custará caro.

Foi chamado para ouvir de Temer que a reforma da Previdência está adiada. A Justiça não engolirá o truque da suspensão dos efeitos do decreto enquanto a reforma estiver sendo votada na Câmara. De resto, por que votá-la se faltam votos para aprová-la?

Saiu de cena o presidente das reformas. Era assim que Temer pretendia ser reconhecido no futuro. Entrou o presidente que jamais se deixou abater pelas dificuldades e que não teve medo de enfrentar o crime organizado. É assim que Temer imagina que poderá ser lembrado.

Os aliados de Temer estão surpresos. Os adversários, confusos e furiosos.

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