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Quincy Jones, uma lenda do jazz e do pop

Música

Por Flávio de Mattos Atualizado em 30 jul 2020, 19h54 - Publicado em 15 mar 2019, 13h00

A ponto de completar 86 anos, Quincy Jones merece todas as homenagens que tem recebido do mundo da cultura. Compositor, arranjador, produtor e empresário de sucesso, ele é um verdadeiro monstro sagrado na indústria do entretenimento. Em seus mais de 60 anos de atividade, detém o recorde de 80 indicações para o Grammy, com 28 prêmios e um Grammy Legend, em reconhecimento à sua carreira.

Desde muito pequeno a música já fazia parte da vida de Quincy Jones. Com seis anos, escapava de casa para tocar o piano na casa vizinha. Aos 14 anos, estudante de piano e trompete, conheceu Ray Charles, que tinha então 17 e já era um talento reconhecido. O músico se tornou seu amigo e mentor e lhe abriu as portas para a profissão.

Com 15 anos, Quincy Jones estava tocando trompete, acompanhando Billie Holiday, em sua apresentação em Seattle, onde Jones vivia. Aos 17 anos ganhou uma bolsa para estudar na Berklee College of Music, a grande academia americana de jazz. Permaneceu pouco tempo na universidade, logo foi chamado para ser trompetista, pianista e arranjador na big band de Lionel Hampton.

A carreira profissional levou Quincy Jones a morar em Nova York, onde passou a escrever arranjos para Sarah Vaughan, Dinah Washington, Count Basie, Duke Ellington e para seu grande amigo Ray Charles. O salto na carreira se deu quando Frank Sinatra o convidou para escrever as orquestrações do álbum It Might as Well Be Swing, que Sinatra gravou com o pianista Count Basie, em 1964. A canção Fly Me To The Moon, que abre o disco, tornou-se um dos clássicos de Sinatra.

Ainda em 1964, Quincy Jones escreveu a trilha sonora do filme The Pawnbroker (O Homem do Prego), de Sidney Lumet. Foi a primeira das mais de 40 trilhas de sucesso que Jones escreveu para o cinema. Entre elas, as premiadas A Sangue Frio, No Calor da Noite e Bob & Carol & Ted & Alice. A nova atividade o levou a fixar residência em Los Angeles, onde acabou tornando-se, também produtor musical e produtor de cinema.

Como produtor musical, Quincy Jones teve seu auge com o álbum Thriller (1982), do músico Michael Jackson, de infausta memória. O disco é o recordista absoluto de vendas na história da indústria musical. São 110 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro. Jones foi também o produtor e o maestro do último álbum gravado por Miles Davis, em 1991. No disco Miles & Quincy Live at Montreux, Jones recriou os arranjos de Gil Evans para temas clássicos de Davis, como Miles Ahead.

As diferentes facetas de Quincy Jones, estão apresentadas no documentário que a Netflix lançou em final de 2018. Dirigido por sua filha Rasheda Jones, o filme Quincy conta em detalhes a longa trajetória. No vídeo a seguir, temos Quincy Jones dirigindo a Amazing Keystone Big Band no tema Manteca, em 2014 no Festival Jazz à Vienne.

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