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Quem, Aécio? Aproxime-se pra lá!

Alckmin tenta escapar ao desastre do colega de partido

Por Ricardo Noblat 18 abr 2018, 03h34

Candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin tinha um sonho: livrar-se o mais breve possível da companhia incômoda de Aécio Neves, seu indigitado colega de partido, que teimava em sobreviver às conversas comprometedoras gravadas pelo empresário Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS.

O Supremo Tribunal Federal fez por Alckmin o que nem ele e nem o PSDB tiveram coragem de fazer. Ao tornar Aécio réu pelos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstrução da Justiça, o Supremo tirou-o em definitivo do palanque de Alckmin em Minas Gerais como candidato outra vez ao Senado ou a deputado federal. Que alívio!

Até aqui, por razões compreensíveis, não se ouviu uma única declaração de nomes do PT de abandono a Lula, embora ele tenha há sido condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e cumpra pena há mais de 10 dias. Lula é Lula, e o PT depende dos votos dele para não ser massacrado nas eleições de outubro.

Alckmin foi logo marcando distância de Aécio mal havia terminado a sessão da 1ª Turma do Supremo que selou a sorte do senador. “Claro que entristece (a decisão do STF). Não existe Justiça verde, amarela, vermelha ou azul. A lei é para todos”, disse Alckmin, medindo as palavras. “Cabe a ele (Aécio) definir o que fazer (sobre candidatura em 2018)”.

Foi um convite para que Aécio o deixe em paz, e ao PSDB. E, se possível, para que vá cuidar da própria defesa e arquive a pretensão de disputar as próximas eleições. A cumplicidade do PSDB com Aécio produzirá estragos na candidatura de Alckmin, que já não anda bem. Mas ainda é cedo para se arriscar palpite sobre o tamanho dos estragos.

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