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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Em campo, a “Operação Abafa o que o Presidente Falou”

Os tradutores de Bolsonaro

Por Ricardo Noblat Atualizado em 6 jan 2021, 04h50 - Publicado em 6 jan 2021, 09h00

Roga-se muitas vezes aos brasileiros que não levem a sério tudo o que seu presidente lhes diz. Mas como pedir o mesmo a investidores estrangeiros quando Jair Bolsonaro diz que o Brasil está quebrado e que por isso ele não pode fazer nada?

A “Operação Abafa o que o Presidente Falou” foi deflagrada tão logo os ministros mais próximos de Bolsonaro ficaram sabendo de suas declarações birutas no dia de ontem. Como todas tinham a ver com a economia, o ministro Paulo Guedes saiu na frente.

Guedes talvez seja o melhor tradutor de Bolsonaro. Depois de ouvi-lo, inverte o sentido do que ele disse ou quis dizer. Segundo Guedes, Bolsonaro quis dizer que o governo precisa manter sua credibilidade e respeitar o teto de gastos.

A regra do teto limita o crescimento das despesas públicas à variação da inflação. Guedes a usa como argumento para rejeitar a ideia de ampliar gastos e de prorrogar o auxílio emergencial a trabalhadores informais. Bolsonaro tem horror à regra.

“Não há nenhuma divergência entre nós. Obviamente, o presidente se referiu à situação do setor público”, contemporizou o ministro da economia. Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica de Guedes, festejou a fala de Bolsonaro.

“O que o presidente deu foi uma tremenda declaração em defesa da consolidação fiscal. É um tipo de declaração que mostra para todo o mercado que ele está comprometido não apenas com a agenda de reformas, mas com a de consolidação fiscal”, disse.

Segue o baile.

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