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Autópsia política de Wilson Witzel diz que ele morreu pela boca

O candidato a presidente que foi sem nunca ter sido

Por Ricardo Noblat Atualizado em 18 nov 2020, 20h00 - Publicado em 31 ago 2020, 10h00

Quando ainda era juiz federal e Luiz Pezão (MDB) governador, um dia Wilson Witzel mandou avisá-lo de que gostaria de ser recebido em audiência especial. Pezão assustou-se. Sabia que denúncias de corrupção pesavam contra ele. Mas não poderia negar a audiência.

Recebeu Witzel e espantou-se por vê-lo acompanhado da mulher, Helena. Depois de uma troca de gentilezas e de alguma conversa jogada fora, Witzel revelou porque estava ali: queria conhecer as dependências do Palácio das Laranjeiras.

Mais relaxado, Pezão mostrou o palácio ao casal. A certa altura do passeio, quando estavam no quarto de dormir do governador, surpreendeu-se com o comentário de Witzel: “O próximo a dormir aqui serei eu, seu sucessor”.

Três meses depois de eleito, Witzel convidou seu vice, Cláudio de Castro, para um jantar a dois no Laranjeiras. E perguntou-lhe: “Está preparado? Porque em 2022 seria candidato a presidente da República e poderei me eleger”.

Dali a algum tempo, sentado no Rio ao lado do presidente Bolsonaro, Witzel informou-o sem mais nem menos: “Se o senhor for candidato à reeleição eu o apoiarei. Se não, serei candidato”. E disse que gostaria de conhecer o Palácio da Alvorada.

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