Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A salvo do pediatra desajeitado

Diário de Avô – Uma celebração à vida

Por Ricardo Noblat Atualizado em 30 jul 2020, 19h00 - Publicado em 20 abr 2020, 12h00

13.3.2008

Este blog, hoje, especialmente no fim da tarde, foi acometido de uma certa paralisia. É que Luana chegou por aqui depois de uma visita ao pediatra. E justamente porque cresce bem e engorda bem, está cada vez mais engraçada e esperta. Acaba monopolizando a atenção de todo mundo – a minha inclusive.

Antes ela passava mais tempo dormindo do que acordada. Agora é o contrário. Dorme longas horas à noite e permanece acordada durante boa parte do dia. Melhor para todos.

Na verdade, pediatra é médico de mães à beira de um ataque histérico – não de bebês. Se nascem e se crescem sadios, os bebês pouco precisam dele.

Sofia levou Luana à pediatra na semana passada pensando que ela engordara abaixo do desejável. Dona Valquíria conferiu e constatou o contrário. Mesmo assim, por insistência de Sofia, marcou novo consulta para hoje. Ocorre que dona Valquíria pegou uma gripe. Eu também peguei desde que voltei da Espanha.

A secretária de dona Valquíria avisou a Sofia por telefone: “Ela deverá voltar ao consultório na próxima semana. Mas se você precisar de algum atendimento de emergência, dr. X (nota minha: omito o nome dele para poupá-lo de constrangimentos certamente injustos) estará à sua disposição”.

Continua após a publicidade

Em casos de mãe amadoras e recentes, entenda-se por “emergência” qualquer coisa ou nada. Na maioria das vezes, nada. Como por insistência de Sofia dona Valquíria havia concordado em examinar Luana duas vezes no prazo de uma semana, Sofia achou por bem manter a consulta – e foi ao encontro de Dr. X.

Que má experiência!

Jura Sofia que Dr. X não tem o menor jeito para manusear bebês. Ele quase esquartejou Luana puxando-lhe as pernas para um lado e para o outro, apertando-lhe a barriga, revirando-a bruscamente e deitando-a de costas sem o devido cuidado de ajeitar sua cabecinha para que ela pudesse respirar direito.

Um horror! Um horror!

– Jamais em uma consulta Luana chorou tanto – testemunha Vânia, cozinheira de primeira, treinada por Rebeca para funcionar como babá de Luana.

Sofia e Vitor, seu marido, irão logo mais para a festa de aniversário de um amigo. Rebeca deu a maior força para que fossem, sim. Lembrou que a vida dos pais não pode se resumir a cuidar de filhos.

Luana ficará aos nossos cuidados. Os pais dormirão aqui. Rebeca está à caça de algum motivo para mantê-los reféns pelo menos até o fim de semana.

Continua após a publicidade

Publicidade