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Jurado C do Jabuti: ‘Não tentei manipular o resultado’

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Quando se descobriu que a zebra de Nihonjin na categoria Romance do Jabuti 2012 contou com a ajudinha de um jurado, que deu notas máximas ao livro do estreante Oscar Nakasato e mínimas a seus concorrentes na etapa final da competição, muito se aventou sobre as intenções do tal avaliador. Ele estaria tentando desestabilizar a premiação, já combalida por dois anos seguidos de problemas – em 2010, Leite Derramado, de Chico Buarque, venceu como Livro de Ficção do Ano embora tenha perdido para Se Eu Fechar os Olhos Agora, do jornalista Edney Silvestre, na categoria Romance, e no ano passado três livros foram impugnados. Ou estaria investindo contra o “sistema”, atacando uma de suas principais instituições. Ou, ainda, estaria tentando oxigenar a literatura brasileira, abrindo espaço entre os veteranos para os novatos.

O próprio, no entanto, garante que não foi nada disso. “Em nenhum momento minha intenção foi a de manipular o resultado. As notas que dei não foram nem quixotescas nem maquiavélicas”, diz o crítico literário Rodrigo Gurgel. “E não perdi tempo fazendo contas, imaginando possíveis cenários de vitória ou derrota para este ou aquele livro. Apenas avaliei os livros e escolhi aqueles que, em minha opinião, eram os melhores.” Na segunda fase da avaliação (a primeira é uma triagem mais geral), Gurgel deu notas altas a outros três livros (confira abaixo). Até 2011, o Jabuti só permitia notas de 8 a 10. A escala até zero foi adotada este ano e deve ser abolida.

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  1. Comentado por:

    Wilson

    Daniel, como a entrevista é curta, a explicação ficou meio obscura. Pelo que entendi, é o seguinte: na 1ª fase, os jurados avaliam 150 livros, dos quais 10 são escolhidos. Cada jurado faz uma lista, classificando do 1º ao 10º colocado. O.k? A lista dos 10 finalistas surge a partir das notas dos 3 jurados. Na 2ª fase, avaliando esses 10 finalistas, os jurados fazem uma nova classificação. Segundo entendi, o Gurgel disse que, para que os tais livros continuassem na mesma classificação que ele havia dado na primeira fase, era necessário ele diminuir as notas. Quer dizer, ele está contando apenas como ele organizou a classificação DELE, de modo que a sua lista da 2ª fase fosse coerente com a lista da 1ª fase. Quando o Gurgel diz que ele deveria “assegurar a boa classificação final para os quatro romances” que ele considerou os melhores, creio que ele está se referindo apenas à lista dele, de 1º a 10º, e não à classificação geral do concurso.

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  2. Comentado por:

    Marcelo Leite

    Caro RICARDO, obrigado por ter lido meu texto e por comentá-lo. Mas… você já ouviu falar em hipérbole? Um abraço.
    Voltando para a questão, o entrevistado, ao atribuir a manipulação grosseira que fez a um “rigor de princípios”, como deu a entender na entrevista, fez algo tão ridículo, que não dá nem para entrar no mérito. Levá-lo a sério para criticá-lo é um erro. Há um limite de boçalidade que não pode ser atingido pela crítica.

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  3. Comentado por:

    TERRORISTA DO IRA

    Literatice brasileira, pior do que isso só mesmo 50 tons de idiotices que assola a imaginação de mulheres que acham uma revolução ler “sabrina” misturado com livrinho pornô de quinta.

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  4. Comentado por:

    Ricardo

    MARCELO LEITE, meu comentário foi justamente uma brincadeira exemplificando como uma média pode ser facilmente deslocada em uma curva através da inserção de valores localizados nos extremos dos valores possíveis!

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  5. Comentado por:

    Daniel

    Wilson, se o Gurgel quisesse apenas manter a coerência entre suas primeira e segunda listas, precisava ter reduzido tanto as notas dos livros do Bueno e da Hidalgo? Não poderia tê-los avaliado, por exemplo, em 5 e 6,5, respectivamente, e pontuado o restante (exceto o da Ana Maria Machado e algum outro) acima disso? O fato é que a drástica redução das notas desses livros na segunda fase foi decisiva na classificação geral. Quanto a isso, ele é claro. Ao receber a lista dos dez finalistas – “na ordem em que foram classificados, de acordo com a média que cada livro alcançou, depois de somadas e divididas as notas da primeira fase”, ele diz – viu que o livro do Bueno teria grandes chances de ganhar caso ele, Gurgel, mantivesse sua nota. Daí a redução espantosa da nota, tirando o livro da disputa. Isso é manipulação, e não coerência, concorda?

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