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Guerra entre Amazon e editoras chega à Feira de Frankfurt

O presidente da Amazon, Jeff Bezos (Foto: Getty Images) Uma série de debates e protestos deve tomar a cidade de Frankfurt, na Alemanha, onde acontece desta quarta-feira até domingo o maior evento do mercado editorial do mundo, a Feira de Frankfurt. O alvo dessas movimentações é a gigante Amazon, há tempos acusada de se lançar […]

Por Meire Kusumoto Atualizado em 31 jul 2020, 02h54 - Publicado em 9 out 2014, 00h49
O presidente da Amazon Jeff Bezos (Foto: Getty Images)

O presidente da Amazon, Jeff Bezos (Foto: Getty Images)

Uma série de debates e protestos deve tomar a cidade de Frankfurt, na Alemanha, onde acontece desta quarta-feira até domingo o maior evento do mercado editorial do mundo, a Feira de Frankfurt. O alvo dessas movimentações é a gigante Amazon, há tempos acusada de se lançar ao mercado com práticas predatórias por editoras e escritores ao redor do mundo. Cinco mesas de debate como “Monopólio, mais uma vez a Amazon” e “Cultura sob pressão? Amazon e as editoras de livros alemães”, nesta quinta-feira, vão discutir o papel da empresa de Jeff Bezos no negócio de livros.

Leia também: Escritores declaram guerra à Amazon

A guerra da varejista com editoras começou quando o grupo editorial Hachette se opôs à política de menor preço da Amazon, detentora de 60% do mercado de e-books e de um terço da distribuição de livros impressos nos Estados Unidos. De acordo com o grupo, o site quer vender e-books a apenas 9,99 dólares, considerado baixo pela editora, que ainda acusa a Amazon de querer aumentar sua margem de lucro, de 30% para 50%, sobre cada volume vendido.

Com o desentendimento entre a gigante e a Hachette, a Amazon começou a dificultar a venda de livros editados pelo grupo em seu site, retirando os títulos de suas listas de recomendações e atrasando a entrega de volumes físicos da editora a seus compradores. Os mesmos problemas foram relatados pelo grupo alemão Bonnier, que também se recusou a renegociar o repasse de lucros à Amazon.

A briga se tornou mais intensa quando 909 escritores populares, como Stephen King, John Grisham e Suzanne Collins, assinaram uma carta aberta, publicada no jornal The New York Times em 10 de agosto, criticando a postura da Amazon. “Como escritores — a maioria de nós não representados pela Hachette — acreditamos que nenhum varejista deve impedir que um livro seja vendido e nenhum leitor desencorajado a comprar uma obra. Não é honesto a Amazon eleger autores, que não estão envolvidos na disputa, e usá-los como forma de retaliação”, dizia o texto.

A petição agora conta com mais de 1.000 assinaturas de escritores. Enquanto isso, a Associação de Jovens Autores e Autoras Alemães, em parceria com o movimento dos autores, mira o apoio dos leitores contra a empresa. Um abaixo-assinado para esse fim foi criado e conta com mais de 2.000 assinaturas, o que deve aumentar durante a Feira de Frankfurt, evento no qual o grupo confirmou presença.

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