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Bailarina que sobreviveu a Auschwitz lança livro de memórias; leia trecho

Edith Eva Eger, 91 anos, narra experiências do campo de concentração e conta como lidou com os traumas após a guerra

Estou dançando no inferno”, pensou Edith Eva Eger, aos 16 anos, no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Bailarina e ginasta profissional, a jovem, então de cabelo raspado e uniforme de prisioneira, recebeu a ordem de Josef Mengele: “Pequena dançarina, dance para mim”. Mengele, médico e capitão da SS, tropa de elite nazista, ganharia o apelido de “anjo da morte” — e a adolescente judia já sabia do que esse anjo era capaz. Ao chegar a Ausch­witz, a mãe de Edith foi selecionada por Mengele para seguir na fila da câmara de gás. “Ela vai tomar banho”, mentiu ele, sorrindo. O pai também teve a vida ceifada naquele que se tornaria o mais notório palco do Holocausto, onde morreu 1,3 milhão de pessoas. Mengele tinha outro prazer obscuro: tratar as prisioneiras como entretenimento. O carrasco passeava pelos barracões em busca de talentos que pudessem diverti-lo, rotina que o fez conhecer Edith. Por um ano, entre 1944 e 1945, a garota usou mais vezes a dança para sobreviver ao genocídio. No término da guerra, Edith e a irmã Magda foram deixadas em uma pilha de corpos para morrer (uma terceira irmã já havia escapado de ser presa). Doente e pesando 32 quilos, ela foi resgatada por soldados americanos. Hoje, aos 91 anos, morando na Califórnia, a ex-ginasta ainda dança e, após décadas sofrendo de stress pós-traumático, Edith, doutora em psicologia, narra sua história espantosa em volume recém-lançado no Brasil, A Bailarina de Auschwitz (Sextante). “É importante que meus bisnetos saibam que seus ancestrais nunca desistiram”, disse a VEJA.

Confira o prefácio e o primeiro capítulo do livro e leia a reportagem na íntegra.

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