Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
VEJA Meus Livros Por Blog Um presente para quem ama os livros, e não sai da internet.

‘Tenho medo de raspar o cabelo e os fãs imitarem’, diz youtuber Maju Trindade

Presença da jovem de 18 anos na Bienal do Livro de São Paulo causou comoção entre os fãs, que precisaram ser contidos por seguranças

Por Meire Kusumoto Atualizado em 30 jul 2020, 21h58 - Publicado em 31 ago 2016, 21h00

A youtuber Maju Trindade

Mabi de Barros

Atores, cantores e modelos em geral são considerados lançadores de tendências, que influenciam não só a maneira de vestir, mas também o comportamento dos fãs. Porém, em tempos de internet, Instagram e selfies, outro tipo de celebridade também exerce tal função: os youtubers. É o que acredita Maria Júlia Trindade, 18 anos, conhecida nas redes apenas como Maju. “Se eu raspar a cabeça, tenho medo de a galera raspar também”, disse a moça nesta quarta-feira, durante a Bienal do Livro de São Paulo, certa de seu poder como influenciadora.

LEIA TAMBÉM:
‘Não sou escritora, sou youtuber’, diz Mandy Candy na Bienal do Livro
Kéfera manda segurança à Bienal antes de sessão de autógrafos
‘Há machismo na internet’, diz a youtuber Jout Jout
Isabela Freitas se diz pioneira de youtubers: ‘Das primeiras’

Por mais estranha que a declaração possa parecer, ela tem lá sua parcela de verdade. Durante sua mesa no evento, muitas adolescentes tinham cortes de cabelo, roupas e até mesmo piercings parecidos com os de Maju. A jovem, que possui 1,3 milhão de inscritos em seu canal no YouTube, arrastou para o evento uma legião de fãs, que deu trabalho aos seguranças, obrigados a pedir que crianças e adolescentes descessem das cadeiras no salão — tudo para ver sua musa no melhor ângulo.

Ao site de VEJA, Maju atribui à popularidade dos youtubers o fato de eles tratarem de assuntos corriqueiros e situações passíveis de acontecer com qualquer um em seus vídeos. “Fomos e continuamos sendo pessoas normais. Falamos das mesmas coisas”, diz a webcelebridade.

No início de agosto, Maju entrou na onda de youtubers que publicaram livros de memórias, narrando histórias de sua trajetória de menos de duas décadas. O volume Maju (Paralela) chegou às livrarias já envolto em controvérsia: no livro, a youtuber diz ter “alma negra” por gostar de ouvir rap – a frase foi interpretada como racista por parte do público e motivou diversos comentários negativos nas redes. “Aprendi a lidar com as críticas e com os elogios, aprendi também que ambos existem em qualquer lugar e na internet é só mais um”, diz.

Apesar de agora ser uma autora publicada, a relação de Maju com os livros não é lá tão boa: em plena Bienal, ela disse que não gosta muito de ler. Poxa, Maju. Ler é legal 😉

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=NQwhxybokfY?feature=oembed&w=500&h=281%5D

Continua após a publicidade
Publicidade