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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Presidente da CPI Omar Aziz age certo ao impedir depoimento remoto

Se Ludhmila Hajjar está sofrendo ameaças, que receba proteção policial... e não apenas para depor

Por Matheus Leitão 10 jun 2021, 13h19

A cardiologista Ludhmila Hajjar, que quase foi ministra da Saúde, pediu para falar na CPI, mas de forma remota, ou enviando um vídeo. Ela explicou que está sofrendo ameaças. Mas o presidente da CPI, Omar Aziz, não concordou.

Houve mais um dos intensos debates na CPI, mas Aziz tem razão. O temor é que, se admitir que um depoente fale remoto, todos os outros vão preferir prestar depoimento à distância. A CPI, então, perderia metade da força. 

O primeiro a tentar esse expediente, de falar à distância, foi o ex-ministro Eduardo Pazuello. A CPI não aceitou para não abrir o precedente. 

Agora, o pedido foi feito pelo próprio relator, Renan Calheiros, que defendeu a médica que chegou a ser cogitada para assumir a pasta antes do ministro Marcelo Queiroga, mas acabou sendo desconvidada por pressão da milícia bolsonarista na internet. 

A CPI, contudo, tem que garantir segurança à médica durante o seu depoimento. E se ela está sofrendo ameaças, o que é mesmo o modus operandi de apoiadores extremados do presidente, Ludhmila Hajjar precisa de proteção policial e não apenas para depor.

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