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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Carlos Melo: ACM Neto quis controle total do DEM para 2022

A rumorosa briga interna do partido tem explicação nos alvos de curto e médio prazos, analisa cientista político do Insper

Por Matheus Leitão 11 fev 2021, 17h50

A decisão do DEM de apoiar Arthur Lira (PP-PR), candidato de Jair Bolsonaro para a presidência da Câmara, ainda ecoa no mundo da política. O que mais estaria por trás da estratégia, comandada pelo presidente nacional da sigla, ACM Neto, que gerou um racha no partido devido à insatisfação do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia? O cientista político Carlos Melo tem uma visão muito particular sobre esse reposicionamento. Para ele, trata-se do aumento de poder de ACM Neto dentro do DEM, de olho em 2022.

“Poderia colocar nos cálculos de [ACM] Neto também a busca pelo total controle do DEM. Com [Rodrigo] Maia derrotado, ou fora do partido, será ele quem conduzirá o processo de escolhas da legenda em 2022. Pode ser [Jair] Bolsonaro, [João] Doria, [Luciano] Huck, Eduardo Leite ou até Ciro [Gomes]. O certo é que a última palavra será dele, e não de Rodrigo Maia”, analisou Melo.

O cientista político também concorda que ACM Neto tenha se aproximado do Palácio do Planalto para garantir recursos financeiros, conforme mostrado pela coluna esta semana. Apoiando Lira, o DEM entrou no rol de beneficiários que receberão recursos prometidos por Bolsonaro, se fortalecendo na Câmara e nos estados.

Para o cientista político, a estratégia era reinar soberano nas escolhas de 2022 e se livrar de quem poderia ser um empecilho internamente, enfraquecendo Rodrigo Maia. E com liberdade para continuar fazendo críticas ao governo, se necessário, ou apoiá-lo, se for de seu interesse.

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