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Regina Duarte adere à convocação de protesto contra o Congresso

Postagem da secretária da Cultura foi feita após o próprio presidente Jair Bolsonaro compartilhar vídeo de apoio à manifestação

Por André Siqueira Atualizado em 26 fev 2020, 09h02 - Publicado em 26 fev 2020, 08h59

A secretária nacional da Cultura, Regina Duarte, atendeu ao chamado do presidente Jair Bolsonaro e aderiu à convocação do ato a favor do governo e contra o Congresso Nacional, marcado para o dia 15 de março. Em seu perfil no Instagram, a atriz fez duas publicações com uma arte feita manualmente com a frase “nas ruas”.

“15 de março. Gen Heleno/Cap Bolsonaro. O Brasil é nosso, não dos políticos de sempre. Nas ruas”, diz o post. Na terça-feira 25, Bolsonaro divulgou um vídeo pelo WhatsApp convocando seus apoiadores para os protestos de rua do próximo dia 15. Em um outro vídeo, divulgado pelo secretário da pesca, Jorge Seif Júnior, o presidente da República é classificado como “cristão, patriota, capaz, justo e incorruptível”.

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As manifestações a favor do governo Bolsonaro começaram a ser convocadas por grupos bolsonaristas na última semana, após o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno afirmar que o Congresso estava “chantageando” o Executivo ao costurar um acordo para derrubar vetos presidenciais no chamado Orçamento impositivo, no qual a administração federal é obrigada a cumprir as emendas parlamentares.

Em um áudio vazado na terça-feira 18, foi possível ouvir Augusto Heleno afirmando: “Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”. A declaração foi feita na presença dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) – este último responsável pela articulação política do governo no Congresso. A fala agravou ainda mais a já conturbada relação de Bolsonaro com o Parlamento.

Nas redes sociais, grupos bolsonaristas estão convocando a militância para protestos de rua contra o que chamam de “parlamentarismo branco”, termo geralmente utilizado quando, em um regime presidencialista, o Congresso se distancia do Executivo e impõe a sua própria agenda.

Presidente do Movimento Conservador e um dos articuladores dos mutirões de coletas de assinaturas para o novo partido de Bolsonaro, o Aliança Pelo Brasil, Edson Salomão também está convocando manifestantes para os atos. “Missão dada é missão cumprida! Dia 15 de março todos nas ruas”, diz o post.

Manifestações de apoio ao governo Bolsonaro foram comuns no primeiro ano de gestão. Em alguns casos, ataques ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além do tom saudosista em relação ao regime militar, integravam a pauta dos atos, mas esse tom beligerante contra as instituições sempre provocou distanciamento do governo – o próprio presidente da República chegou a aconselhar seus ministros a não participar das manifestações.

Nas convocações para o próximo ato, os principais alvos das críticas são os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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