Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Maquiavel Por Coluna A política e seus bastidores. Informações sobre Planalto, Congresso, Justiça e escândalos de corrupção. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os laços de família e negócios na cúpula do partido da fusão de PSL e DEM

Enquando DEM indicou nomes políticos de peso, o PSL optou por nomes desconhecidos, mas com relações entre si e com o manda-chuva Luciano Bivar

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 6 out 2021, 16h26 - Publicado em 6 out 2021, 16h11

A cúpula do novo partido brasileiro, o União Brasil, produto da fusão entre DEM e PSL, está dividida entre nomes políticos de peso, indicados pelo Democratas, e anônimos da política nacional, escolhidos pelos pesselistas e seu presidente, o deputado federal Luciano Bivar (PE), que também presidirá a nova sigla.

As doze vice-presidências do União Brasil, como será chamada a legenda, incluem nada menos que o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), o ex-senador José Agripino Maia (DEM-RN), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), a deputada federal Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM). Presidente do DEM, o ex-prefeito da capital baiana ACM Neto será o secretário-geral do partido a ser criado.

Entre os indicados pelo PSL como vice-presidentes, muitos são anônimos na vida pública, mas não desconhecidos entre si ou no entorno pernambucano de Luciano Bivar. A começar por Cristiano de Petribu Bivar, filho de Bivar, e Rodrigo Gomes Furtado, ex-sócio de Cristiano em uma empresa chamada Nox Entretenimento. João Carlos Inojosa, outro vice, é diretor comercial da Excelsior Seguros, empresa que tem Luciano Bivar como acionista e já foi presidida por ele. Inojosa doou 18.000 reais à campanha do manda-chuva do PSL em 2018.

Já José Geraldo Vecchione e Isnard de Castro e Silva Filho, também indicados como vice-presidentes, são sócios entre si em uma empresa de consultoria. Isnard ainda tem sociedade com Tiago de Petribú Araújo, diretor administrativo financeiro na Excelsior Seguros e membro titular da Executiva do União Brasil, em uma empresa chamada Asa Branca Monitoramento Eletrônico Ltda.

No polpudo cofre do novo partido, que segundo dados de 2020 teria 458 milhões de reais dos fundos partidário e eleitoral à disposição, mais relações familiares: a escolhida para ser tesoureira é a advogada Maria Emília Gonçalves de Rueda, irmã do 1º vice-presidente do União Brasil, o advogado Antonio de Rueda. Os irmãos Rueda são sócios em um escritório de advocacia, o Rueda & Rueda Advogados.

Com quatro governadores, 82 deputados federais, sete senadores, 554 prefeitos e uma possível candidatura presidencial competitiva, o União Brasil nascerá gigante. A ver como se dará a convivência entre pesos-pesados da política e os ilustres desconhecidos que agora dividirão o poder nesse ambiente.

Continua após a publicidade

Publicidade