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Na casa de Paulo Preto, PF quase arrombou porta e não achou nenhum celular

Mulher do engenheiro, preso preventivamente, demorou a abrir a porta. Agentes encontraram em closet 'quase uma dezena' de cabos de carregamento de aparelhos

Ao chegar ao apartamento do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, para prendê-lo na manhã desta terça-feira, na 60ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal teve de esperar pela boa vontade da mulher de Vieira em abrir a porta, colaboração que só veio a muito custo, quando os agentes já haviam decidido arrombar a entrada da residência.

Dentro do apartamento de Paulo Preto, em um bairro nobre da Zona Sul de São Paulo, os oito policiais que cumpriram os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão autorizados pela juíza Gabriela Hardt reviraram o local, mas simplesmente não encontraram nenhum celular. Em ofício à 13ª Vara Federal de Curitiba, o delegado Alessandro Netto Vieira informou que, apesar de nenhum aparelho ter sido localizado, os agentes encontraram dentro do closet do casal “quase uma dezena” de cabos de carregamento de celulares (veja abaixo).

 (Reprodução/Polícia Federal/Reprodução)

“Podemos trabalhar com a absurda hipótese de o investigado não fazer uso de celular algum, todavia, o fato de nenhum celular do investigado ter sido encontrado; a presença daquelas fontes todas conectadas logo no início da manhã, indicando que ali foram carregados ou se carregam a energia de vários celulares; e a demora em abrir as portas, lapso de tempo que permitiria perfeitamente que eventuais aparelhos fossem de alguma forma descartados ou muito bem escondidos, levam-nos a crer ser perfeitamente factível que o investigado Paulo Vieira de Souza possa ter agido de forma deliberada para ocultar provas e obstar o bom êxito da diligencia, prejudicando assim a atividade persecutória”, escreveu Netto, defendendo a prisão preventiva do ex-presidente da Dersa.

Preso pela terceira vez a partir de investigações da Lava Jato, Paulo Preto chegou a guardar a “exorbitante quantia”, nas palavras do Ministério Público Federal, de 100 milhões de reais em uma residência em São Paulo. Ele foi alvo da Operação Ad Infinitum por ter fornecido dinheiro ao departamento de propinas da Odebrecht no Brasil em troca de depósitos em dólares em contas no exterior. Um dos beneficiários do dinheiro, segundo as investigações, foi o ex-senador e ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira, que teria recebido um cartão de crédito de uma das contas.

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