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Moraes manda bloquear Pix de investigado por organizar ato antidemocrático

Iniciativa, solicitada pela PGR, é pioneira e eficaz para conter manifestações desse tipo pois ataca o seu financiamento, segundo investigadores

Por Reynaldo Turollo Jr. 20 ago 2021, 11h03

Na decisão em que autorizou busca e apreensão em endereços de suspeitos de planejar atos antidemocráticos para o próximo dia 7 de Setembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), uma chave Pix que estaria sendo usada para receber doações para bancar as manifestações que pregam a invasão de instituições como o STF e o Senado. A iniciativa, segundo um investigador, é pioneira e eficaz para conter atos desse tipo, porque atinge o seu financiamento.

Segundo o pedido da PGR enviado a Moraes, uma associação civil denominada Coalização Pró-Civilização tem recebido transferências bancárias com uma chave Pix na qual figura o domínio do site Brasil Livre. “São doações de particulares para financiar a paralisação planejada por Zé Trovão, possivelmente patrocinada por Antonio Galvan e amplamente divulgada por Wellington Macedo e por sua Marcha para a Família”, afirma o órgão, referindo-se a alguns dos suspeitos de promover os novos atos antidemocráticos.

Entre os investigados que foram alvos nesta sexta-feira, 20, de medidas investigativas determinadas por Moraes estão o cantor e ex-deputado Sérgio Reis e o deputado bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ). Eles e os demais suspeitos estão proibidos de se aproximar do Congresso e do STF.

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