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Gilmar diz adeus a Janot: ‘Que saiba morrer quem viver não soube’

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) declamou um poema do português Bocage ao comentar a última sessão do procurador-geral da República na Corte

Por Da Redação Atualizado em 14 set 2017, 15h34 - Publicado em 14 set 2017, 15h22

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou um poema do português Manuel Maria Barbosa du Bocage para se despedir do procurador-geral da República, Rodrigo Janot — um dos seus vários desafetos. Questionado por jornalistas sobre como reagiria na última sessão de Janot na Corte, Mendes disse que se limitaria a responder com o verso final de um soneto.

“Diria em relação ao procurador-geral Janot uma frase de Bocage: ‘Que saiba morrer quem viver não soube'”, afirmou Mendes, recitando o poema ‘Meu ser evaporei na lida insana’. No soneto, o poeta diz: “Deus, oh Deus! Quando a morte à luz me roube, ganhe um momento o que perderam anos. Saiba morrer o que viver não soube.”

Janot não compareceu à sua última sessão no STF. Assim como ocorreu na quarta-feira, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino substitui o chefe do Ministério Público Federal (MPF) na Corte.

  • O mandato de Janot terminará no próximo domingo, dia 17. A cerimônia de posse de Raquel Dodge como nova chefe da PGR está marcada para a segunda-feira de manhã. Ela foi indicada ao cargo pelo presidente Michel Temer (PMDB) e teve o nome aprovado em audiência no Senado.

    Mendes também não participou da sessão do STF, na quarta, que rejeitou o pedido de suspeição apresentado pela defesa de Temer contra Janot. A Corte manteve Janot à frente das investigações que envolvem o peemedebista por unanimidade, com um placar de 9 a 0.

    O procurador-geral da República deverá apresentar ainda nesta quinta-feira uma nova denúncia contra Temer. O presidente será acusado de cometer os crimes de obstrução à Justiça e de formar uma organização criminosa. Em agosto, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a autorização para o STF investigar Temer por corrupção passiva.

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