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Em retomada econômica, SP bate recorde de novas empresas e prevê PIB alto

Avanço da vacinação, políticas de desburocratização no ambiente de negócios e cenário externo favorável alavancam economia paulista

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 4 ago 2021, 11h10 - Publicado em 4 ago 2021, 10h52

A pandemia de Covid-19 ainda não acabou, mas com a vacinação em massa e a queda no número de hospitalizações a retomada econômica está chegando mais rápida do que o esperado em São Paulo. Em julho deste ano, o estado bateu o recorde histórico de abertura de novas empresas, com 26.614, considerando-se a série histórica iniciada em 1998.

No mesmo mês, o número de fechamento de empresas foi de 10.367, o que rendeu um saldo líquido positivo de 16.247 novos empreendimentos e mais de 50% de crescimento ante janeiro deste ano. Os dados foram contabilizados pela Jucesp (Junta Comercial) e se refletem em outros dois indicadores, que também estão em alta em solo paulista.

Em junho, o governo federal informou por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que foram criados 309.114 novos postos de trabalho no país, sendo que 105.457 (ou 34%) só em São Paulo. E, no último levantamento da fundação Seade, divulgado em 30 de julho, a perspectiva do PIB de São Paulo era de um crescimento de 7,2%, enquanto o do Brasil todo era de 5,1%.

“É uma alta acima da registrada nos Estados Unidos e Europa. Só fica atrás da China e Índia”, diz a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. Ela atribui os bons resultados às medidas de desburocratização e simplificação implementadas pelo governo João Doria (PSDB). E frisa que, diferente do que se pensa, o PIB paulista nem sempre foi o que mais cresceu no país – em 2014, 2015 e 2016, por exemplo, o índice ficou no negativo. “O estado fez a reforma administrativa e, por isso, tem tido capacidade de investimento muito significativa e criado um ciclo virtuoso”, acrescentou a secretária.

Conforme o boletim técnico da Seade, a economia paulista têm sido alavancada pela recuperação do comércio varejista aliada ao bom desempenho da produção industrial. Soma-se a isso ainda o “forte ritmo” de retomada da economia internacional, que tem favorecido as exportações paulistas; e a perspectiva de flexibilização total das medidas de restrições no comércio com o avanço da vacinação. A fundação também pontua o que pode atrapalhar esse crescimento – apesar da criação de novas vagas, a taxa de desemprego ainda é elevada e “preocupante”; e a crise energética não pode ser subestimada e, mesmo que não se agrave, ela já “embute uma elevação adicional de custos”.

 

 

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