Clique e assine a partir de 9,90/mês
Maquiavel Por Coluna A política e seus bastidores. Informações sobre Planalto, Congresso, Justiça e escândalos de corrupção. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como André Sturm foi parar em uma secretaria no governo Bolsonaro

Articulação para emplacar ex-diretor do MIS foi feita por Andrea Matarazzo, que quer o apoio do presidente para disputar o governo de SP em chapa com Skaf

Por Mariana Zylberkan - Atualizado em 12 dez 2019, 18h37 - Publicado em 12 dez 2019, 16h48

O anúncio nesta quinta-feira, 12, da ida de André Sturm para o cargo de secretário de Audiovisual do governo Jair Bolsonaro, no lugar de Katiane Gouvêa, demitida na quarta-feira 11, é resultado de uma articulação do ex-vereador e ex-secretário de Subprefeituras de São Paulo Andrea Matarazzo (PSD), que sonha em concorrer ao governo paulista nas eleições de 2022 em uma chapa com o empresário Paulo Skaf (MDB).

Matarazzo tem buscado apoio do presidente da República para chancelar a sua chapa em São Paulo em vez de lançar uma candidatura própria pelo seu partido, o Aliança pelo Brasil, ainda a ser criado. Matarazzo nega as informações e afirma que é apenas candidato à Prefeitura de São Paulo.

A indicação de Sturm foi articulada pelo secretário especial de Cultura do governo federal, Roberto Alvim, que tem boa relação com Bolsonaro e é quem tem feito a ponte entre Matarazzo e Skaf com o presidente.

A aproximação entre Sturm e Matarazzo é antiga. Como secretário estadual de Cultura, em 2011, Matarazzo o indicou para dirigir o Museu de Imagem e do Som (MIS). Sturm foi secretário de Cultura nas gestões dos prefeitos João Doria (PSDB) e Bruno Covas (PSDB) – em janeiro deste ano foi substituído por Alê Youssef.

Continua após a publicidade

 

Publicidade