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Brigado com os caciques, Doria amplia filiações do PSDB em SP

A última e mais importante foi a arregimentação do prefeito do Guarujá, que era dirigente do PSB e se junta a mais de 65 recém-filiados

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 20 jul 2021, 20h37 - Publicado em 20 jul 2021, 19h19

Numa tentativa de aumentar o seu poderio no ‘quintal de casa’ e evitar armadilhas dos rivais tucanos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vem ampliando a sua base de apoio com filiações em massa de prefeitos e vices do interior e litoral do estado. A mais nova iniciativa dentro dessa linha está ocorrendo nesta terça-feira, dia 20, com o prefeito de Guarujá, Válter Suman, que era até então vice-presidente do diretório paulista do PSB, sigla do seu arqui-inimigo Márcio França.

Suman se junta aos 65 prefeitos e vices que se filiaram ao PSDB na última semana em cerimônia conduzida pelo secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi – um dos homens fortes da campanha de Doria. A perspectiva dele é filiar mais 50 prefeitos e vices nas próximas semanas. A iniciativa de Doria e de sua equipe é clara: fazer a lição de casa e fortalecer o partido no estado de São Paulo para se “vacinar” contra investidas dos seus adversários no PSDB, que não são poucos. “O partido em São Paulo vive um dos melhores momentos da sua história, com crescimento, democracia interna e militância ativa”, declara Vinholi.

Além de ajudar na candidatura de Doria, o maior número de prefeitos e vices tende também a esvaziar uma possível candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. O escolhido do presidenciável para o governo paulista é o seu vice, Rodrigo Garcia, recém-saído do DEM. Na última quarta passada, em evento no diretório do PSDB para comemorar os 105 anos de Franco Montoro, Garcia declarou que, apesar do pouco tempo na sigla, já começou a nascer nele “asas e bico de tucano”.

O PSDB em São Paulo conta hoje com cerca de 300.000 filiados, mais de 230 prefeitos e mais de 130 vices, sendo disparado o estado mais tucano da federação. Os membros da Executiva Nacional do PSDB, no entanto, impuseram uma derrota ao governador paulista ao diminuir o peso do voto dos filiados e montar um colégio eleitoral composto por quatro grupos para definir as prévias – filiados; prefeitos e vices; vereadores e deputados estaduais; e governadores, vices e ex-presidentes.

Apesar dos afagos públicos entre os candidatos das prévias do PSDB – além de Doria, estão na briga Eduardo Leite, Tasso Jereissati e Arthur Virgílio -, o clima é de guerra nos bastidores, com a disputa sendo feita voto a voto e infiltrados de lá e cá tentando minar a influência dos candidatos nos estados e municípios. “Política tem vez. (…) O governador está trilhando um caminho dificílimo e nós sabemos do embate”, disse o prefeito Suman, no evento hoje.

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