Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Maquiavel Por Coluna A política e seus bastidores. Informações sobre Planalto, Congresso, Justiça e escândalos de corrupção. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro: ‘Chegou a hora de o Brasil dar um novo grito de independência’

Em discurso na Bahia, presidente ataca ‘pseudo-governadores’ que adotam medidas restritivas contra a Covid-19 e diz que ‘esse suplício está chegando ao fim’

Por Camila Nascimento Atualizado em 26 abr 2021, 12h56 - Publicado em 26 abr 2021, 12h30

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante discurso nesta segunda-feira, 26, na inauguração de um trecho duplicado da BR-101 em Feira de Santana (BA), que chegou a hora de o Brasil dar um novo “grito de independência” contra os governadores que estabelecem medidas restritivas para conter a transmissão da Covid-19 e disse que “esse suplício está chegando ao fim”.

“Chegou a hora de o Brasil dar um novo grito de independência, de que não podemos admitir alguns pseudo-governadores quererem impor a ditadura no meio de vocês, usando do vírus para subjugá-los”, afirmou.

Bolsonaro disse, ainda, que “sempre tratou o vírus com responsabilidade”. “Não foi o governo federal que obrigou vocês a ficarem em casa. Não foi o governo federal que fechou o comércio. Não foi o governo federal que destruiu milhões de empregos. Podem ter certeza, esse suplício está chegando ao fim, brevemente voltaremos à normalidade”, discursou.

Na Bahia, estado governado pelo petista Rui Costa, que tem sido a favor das medidas de isolamento social desde o início da pandemia, Bolsonaro disse que o seu compromisso é “com todos os brasileiros, independente de qual partido ou de quem esteja na frente do governo do estado”. “Não discriminamos ninguém”, declarou.

Em entrevista ao programa Alerta Especial na última sexta-feira, 23, Bolsonaro disse que as Forças Armadas podem ir às ruas para “acabar com essa covardia de toque de recolher”. “Se precisar, iremos para ruas, não para manter o povo dentro de casa, mas para restabelecer todo o artigo 5º da Constituição. E, se eu decretar isso, vai ser cumprido esse decreto”, afirmou o presidente, que reforçou o seu papel de “chefe supremo” das Forças Armadas.

Continua após a publicidade
Publicidade