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A meta de Eduardo Leite em SP para vencer Doria nas prévias do PSDB

Campanha do governador gaúcho estima que, dado o peso do estado e os outros apoios conseguidos por ele, 30% a 40% dos votos paulistas o fariam vencedor

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 21 out 2021, 11h00 - Publicado em 20 out 2021, 19h32

Com uma estratégia de buscar apoios em São Paulo, explorando vulnerabilidades do governador João Doria no próprio quintal, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, faz contas do quanto precisa amealhar de votos no estado para vencer no dia 21 de novembro as prévias do PSDB pela candidatura à Presidência da República. A campanha do gaúcho estima que, dado o peso do estado dentro do partido, uma votação de 30% a 40% entre os tucanos paulistas garantiria a ele a indicação como presidenciável.

Além do Rio Grande do Sul, que governa, Leite recebeu os apoios de diretórios importantes como os de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Ceará, Alagoas e Paraná. As declarações de apoio não significam “porteira fechada” nos estados, uma vez que o colégio eleitoral das prévias do PSDB prevê peso de 25% aos votos de cada um dos quatro grupos de eleitores: 1) filiados; 2) prefeitos e vice-prefeitos; 3) vereadores, deputados estaduais e distritais; 4) governadores, vice-governadores, ex-presidentes e atual presidente do partido, senadores e deputados federais.

Segundo interlocutores do governador gaúcho, ele percebeu que tinha campo para avançar em São Paulo diante da rejeição a Doria entre parte do tucanato paulista, em grupos liderados pelo ex-governador Geraldo Alckmin, padrinho político tornado desafeto do governador, e entre aliados do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, que morreu em maio.

A conta-gotas

Sétimo signatário da ata de fundação do PSDB, Alckmin está de malas prontas para sair do partido. Ainda não se sabe se ele migrará ao União Brasil, sigla resultante da fusão de DEM e PSL, ou ao PSD do ex-ministro Gilberto Kassab.

Enquanto Alckmin segue nas fileiras do PSDB, os apoiadores do tucano gaúcho contam com declarações de apoios de aliados do ex-governador em São Paulo a “conta-gotas” até o dia da votação. A estratégia seria a de, a cada semana, um “alckmista” declarar voto em Eduardo Leite.

Nesta quarta-feira, 20, Evandro Losacco, terceiro vice-presidente do PSDB paulista, anunciou apoio a Leite e elencou oito motivos para votar nele. Antes de Losacco, no início do mês, o líder do PSDB na Câmara Municipal, Xexéu Trípoli, já havia se alinhado ao gaúcho.

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