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A eleição na cidade mais pobre do Brasil

Cidade mais pobre do Brasil segundo o IBGE, a pequena Belágua (MA), a 280 km de São Luís (MA), tem na classe política local um reflexo de suas mazelas. Dos quatro concorrentes à prefeitura municipal, apenas um, Ivan Sousa (PSOL), teve a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral estadual. Dos outros três, Herlon Costa (PTN) e […]

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 30 jul 2020, 21h51 - Publicado em 14 set 2016, 21h36

A cidade de Belágua (MA)

Cidade mais pobre do Brasil segundo o IBGE, a pequena Belágua (MA), a 280 km de São Luís (MA), tem na classe política local um reflexo de suas mazelas. Dos quatro concorrentes à prefeitura municipal, apenas um, Ivan Sousa (PSOL), teve a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral estadual. Dos outros três, Herlon Costa (PTN) e Marlon (PMDB) tiveram os registros negados com base na Lei da Ficha Limpa. Já Adriano da Colônia (PSDB) foi barrado por não desincompatibilizar da presidência da colônia de pescadores da cidade no prazo determinado pela Justiça Eleitoral. Os três recorreram das decisões judiciais. Entre os 57 candidatos a vereador, algum alento: apenas Simone Leocádio (PHS) teve a candidatura indeferida.

Na cidade de 7.000 habitantes, onde a renda per capta é de 240 reais, o IDH de 0,512 (baixo) e o limite de gastos de campanha foi fixado em 108.039 reais, as doações de pessoas físicas, únicas permitidas pelas novas regras eleitorais, são, naturalmente, minguadas. Sousa, o único candidato deferido, recebeu apenas 1.000 reais para tocar sua campanha. Costa arrecadou 17.200 reais e Marlon, 7400 reais. Adriano da Colônia não recebeu nada.

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