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Eletricidade para o tratamento da dor

Há muito se utiliza a eletricidade para tratar a dor, mas um método desenvolvido no último ano, promete ser mais eficaz que os estimuladores antigos

A dor crônica é comum e incapacitante, estando associada a distúrbios psicológicos, psiquiátricos e deterioração da qualidade de vida. Nas últimas décadas, avançamos muito no conhecimento de suas causas, bem como na melhor forma de tratá-la. Medicamentos novos e mais eficazes estão no mercado; no entanto, ainda há um grupo considerável de indivíduos que não tem o seu problema de dor resolvido.

Como a eletricidade pode tratar a dor

Há muito se utiliza a eletricidade para tratar a dor. Progredimos muito desde o início da utilização de enguias elétricas. Hoje existem estimuladores que podem estimular todas as porções do sistema nervoso, desde os nervos periféricos até o cérebro, e que são bastante eficazes no tratamento da dor. Eles podem ser mais ou menos invasivos, e cada um pode ser mais eficaz em um tipo específico de dor.

A comunicação entre as células do cérebro, os neurônios, dá-se por meio de eletricidade. Assim, não é surpreendente que se possa tratar a dor utilizando-se estímulos elétricos. Até o ano passado, utilizávamos equipamentos que diminuíam a dor causando uma nova sensação, esta não dolorosa (um formigamento), que concorria com a sensação dolorosa, levando à melhora dos sintomas.

Métodos mais eficientes

No último ano, assistimos ao aparecimento de um novo método de estimulação para melhora da dor, que promete ser mais eficaz que os métodos antigos. Estes novos dispositivos podem utilizar frequências de estímulos (a rapidez dos estímulos) bem mais altas (10.000 por segundo, no lugar de 200 por segundo, por exemplo), e os resultados parecem ser, por vezes, superiores à terapia convencional. Além disso, as novas terapias melhoram os sintomas dolorosos sem causar uma nova sensação, passando totalmente desapercebidas pelos indivíduos com dor.

Mais eletricidade no tratamento da dor.

 

 (Felipe Cotrim/VEJA.com)

 

 

Quem faz Letra de Médico

Adilson Costa, dermatologista
Adriana Vilarinho, dermatologista
Ana Claudia Arantes, geriatra
Antonio Carlos do Nascimento, endocrinologista
Antônio Frasson, mastologista
Artur Timerman, infectologista
Arthur Cukiert, neurologista
Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião
Bernardo Garicochea, oncologista
Claudia Cozer Kalil, endocrinologista
Claudio Lottenberg, oftalmologista
Daniel Magnoni, nutrólogo
David Uip, infectologista
Edson Borges, especialista em reprodução assistida
Fernando Maluf, oncologista
Freddy Eliaschewitz, endocrinologista
Jardis Volpi, dermatologista
José Alexandre Crippa, psiquiatra
Ludhmila Hajjar, intensivista
Luiz Rohde,
psiquiatra
Luiz Kowalski, oncologista
Marcus Vinicius Bolivar Malachias, cardiologista
Marianne Pinotti, ginecologista
Mauro Fisberg, pediatra
Miguel Srougi, urologista
Paulo Hoff, oncologista
Paulo Zogaib, medico do esporte
Raul Cutait, cirurgião
Roberto Kalil – cardiologista
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra
Salmo Raskin, geneticista
Sergio Podgaec, ginecologista
Sergio Simon, oncologista

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