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José Casado Por José Casado Informação e análise

Efeitos corrosivos da inflação na mesa

Não há perspectiva de queda de preços de alimentos, mas o efeito corrosivo da inflação na mesa poderia ter sido atenuado se existissem estoques reguladores

Por José Casado Atualizado em 13 out 2021, 13h05 - Publicado em 13 out 2021, 08h30

Os preços dos alimentos subiram 12,5% nos 12 meses até setembro, segundo o IBGE.

É muito mais que a inflação média do período, de 10,2%.

Na percepção das famílias pobres (80% do eleitorado) o impacto inflacionário é muito maior nas contas domésticas, porque somam-se, também, a alta na eletricidade, no gás de cozinha e em produtos de higiene e limpeza.

Não há perspectiva de queda de preços até o final do ano, mas o efeito corrosivo da inflação na mesa dos eleitores poderia ter sido atenuado se existissem estoques reguladores de alimentos básicos.

No entanto, os estoques reguladores de arroz, feijão e milho da estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estavam drasticamente reduzidos em setembro. O armazenamento de feijão, por exemplo, chegou ao zero absoluto.

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