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Jorge Pontes Jorge Pontes foi delegado da Polícia Federal e é formado pela FBI National Academy. Foi membro eleito do Comitê Executivo da Interpol em Lyon, França, e é co-autor do livro Crime.Gov - Quando Corrupção e Governo se Misturam.

Prisão de Queiroz é pá de cal nas bravatas de ruptura constitucional

Se já estava difícil acreditar que o Exército se lançaria na aventura do golpe, agora ficou impossível

Por Da Redação 20 jun 2020, 10h42

Analistas políticos e imprensa em geral têm se debruçado freneticamente sobre as possíveis consequências e impactos da prisão de Fabrício Queiroz no governo do presidente Bolsonaro.

Difícil prever o que pode acontecer a partir dos desdobramentos das investigações, das quebras de sigilo bancário, telefônico e, sobretudo, de possíveis colaborações por parte dos alvos do inquérito, incluindo aí o próprio Queiroz.

Tarefa bem mais fácil é concluir o que não vai acontecer em razão do imbróglio: acabaram-se definitivamente as bravatas e insinuações semanais do presidente sobre rupturas ou intervenção das Forças Armadas em outros poderes da República.

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Acharam o Queiroz. E perto demais Leia nesta edição: como a prisão do ex-policial pode afetar o destino do governo Bolsonaro e, na cobertura sobre Covid-19, a estabilização do número de mortes no Brasil
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Se já estava difícil acreditar que o Exército Brasileiro se lançaria numa aventura arriscada como essas, imaginem agora, com a investigação sobre rachadinhas e lavagem de dinheiro tangenciando perigosamente o Planalto.

As inúmeras visitas fora de agenda, ao Palácio da Alvorada, do advogado Frederick Wassef (em cujo imóvel Queiroz se homiziava), acendem uma luz vermelha para aqueles que até aqui vinham chancelando o presidente de forma incondicional.

Queiroz representou uma pá de cal no blefe, ou no delírio, do golpe militar em favor de Bolsonaro.

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