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Entrevista com nosso herói Marco Rossi, de 17 anos, que desmascarou palestrantes petistas na PUC de Goiás: “Não senti nenhum prazer, mas fiz e faria de novo por ser o certo”

Bati um papo pelo chat do Facebook com Marco Rossi Medeiros, o jovem de 17 anos que virou nosso herói na internet após desmascarar palestrantes petistas de CUT, CTB, MST e CNBB durante o seminário embusteiro A Reforma política que o Brasil precisa, realizado na PUC de Goiás em 24 de abril. O vídeo sensacional da intervenção de Marco está AQUI NO BLOG para […]

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Bati um papo pelo chat do Facebook com Marco Rossi Medeiros, o jovem de 17 anos que virou nosso herói na internet após desmascarar palestrantes petistas de CUT, CTB, MST e CNBB durante o seminário embusteiro A Reforma política que o Brasil precisa, realizado na PUC de Goiás em 24 de abril.

O vídeo sensacional da intervenção de Marco está AQUI NO BLOG para quem não viu.

*****

FMB: Quando você ficou sabendo do seminário, o que pensou a respeito?

MARCO: De imediato, perguntei-me em que nível o reitor estava envolvido com aquilo. Que o evento era em si mesmo algo errado já era algo tão claro pelo que estudei, que nem coloquei isso em dúvida.

FMB: Qual é o maior erro a se destacar no evento, na sua opinião?

MARCO: Eu me encontro dividido entre se o maior erro foi o reitor, enquanto católico e de uma universidade católica, ter permitido, ou o secretário político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Daniel Seidel, ser um dos organizadores ou palestrantes.

FMB: Você planejou a sua intervenção?

MARCO: Pessoalmente, sim. Não tive controle algum sobre a atitude de qualquer um dos meus colegas e amigos. Eu resolvi interromper o palestrante da maneira como fiz, mas porque o reitor não estava lá para poder me responder, nem mesmo estavam outros alunos da universidade. Estavam praticamente apenas sindicalistas e outros já alinhados.

Felipe, uma informação importante, porém, é que eu não sou aluno da PUC-GO. Duas amigas minhas são, inclusive a que filmou, e foi ela quem me informou do evento (que era aberto ao público).

Eu fui para lá como membro da Igreja Católica, não como aluno.

FMB: E você combinou com ela que filmasse?

MARCO: Eu avisei a alguns amigos, a maioria alunos do Olavo de Carvalho, que eu iria de qualquer maneira e que seria bom se alguém filmasse. Mas acredito que não pedi diretamente para ninguém. Quem filmou, filmou por que quis.

FMB: Você ficou nervoso na hora em que começou a falar?

MARCO: Imediatamente antes da intervenção eu fiz uma oração. Pensei que iria ficar nervoso mas não fiquei.

Ah, e se você quiser, temos o vídeo completo da palestra. Não sei se seria útil, tem muito blá-blá-blá…

FMB: Seria inútil, mas obrigado.

MARCO: Eu imaginei, kkkkk.

FMB: No vídeo, fica a impressão de que tentaram dissuadi-lo, calá-lo e até agredi-lo. Em algum momento, alguém rebateu os seus argumentos?

MARCO: O secretário se calou por completo e se recusou a dar qualquer explicação. O único “contra-argumento” (se podemos chamar dessa maneira) foi de um sujeito de camisa branca com colar típico de pai-de-santo que, em dado momento, começou a gritar “Eu sou católico!” e em outro “O Papa apoia!”.

FMB: O Papa apoia o quê?

MARCO: Não tenho a menor ideia. O Papa apoia o evento da PUC-GO? O Papa apoia a reforma política? O Papa apoia o comunismo? Não sei o que ele quis dizer com isso.

FMB: Eu sei. O Papa deles é o Lula.

MARCO: Pois você matou a charada.

Captura de Tela 2015-04-30 às 03.01.54FMB: Quem é a senhora que lhe deu um tapa?

MARCO: Cristina Macedo. Ela aparentemente coordena um grupo de feministas de Goiânia, e era mãe de uma das moças que estavam na bancada.

FMB: Alguns leitores que viram o vídeo acreditam que você acabou chamando uma outra senhora que o intimidava de “vagabunda”. Foi isso mesmo? Ou “Vai pra Cuba”?

MARCO: Dessa vez foi vagabunda mesmo. Pena que não tinham seguranças do Congresso Nacional para me expulsar de lá.

FMB: O que ela estava lhe dizendo?

MARCO: Ela começou a me chamar de “moleque, desrespeitoso” ad infinitum e pediu para que eu a agredisse fisicamente.

Ainda sobre o “vagabunda”, foi a única coisa que me pesou na consciência depois. Todos os adjetivos que eu dirigi a essa senhora (que é professora da PUC) foram qualificativos, ou seja, correspondiam cientificamente ao que ela era: “Defensora de traficantes, amante de ditaduras, amante de genocida”.

Talvez a maior prova de que nada do que eu disse foi mentira é que a amiga dela, a que me agrediu, só saiu de si no momento que eu chamei a primeira de vagabunda.

FMB: Comunista é assim: tem preconceito contra vagabundas, não contra genocidas.

MARCO: É isso mesmo.

FMB: O que aconteceu depois?

MARCO: Ela tentou avançar para cima de mim, tentou arranhar minha cara, mas não conseguiu. Dois homens se colocaram entre ela e eu, e me agarraram para tentar me levar para fora. No processo, ela conseguiu me dar um tapa.

Consegui me soltar dos militantes, enquanto o segurança (ou amigo, como disseram) do secretário da CNBB tentou se aproximar. Esse sujeito era bem grande, e era policial. Dele, provavelmente eu não teria conseguido me livrar, mas, uma vez solto, dois amigos (Zé Ricardo e Lucas) se colocaram entre mim e os militantes, de modo que pude reabotoar minha camiseta que tinha se aberto no processo.

FMB: O reitor se manifestou sobre o incidente?

MARCO: Não há nenhuma nota a respeito em lugar algum. Eu não procurei o reitor em particular e não pretendo procurá-lo antes de conversar com o bispo.

FMB: Que bispo?

MARCO: O bispo auxiliar de Goiânia, Dom Levi.

FMB: Você se sentiu bem após desmascarar os comunistas?

MARCO: Não. Não senti nenhum prazer no ato, tudo me foi tremendamente desagradável, a situação em si me soava absurda e arbitrária, isso não precisava estar acontecendo. A Igreja Católica não precisava estar acolhendo dentro das faculdades (e igrejas também) os seus principais inimigos, os seus principais perseguidores em 2.000 anos de cristianismo.

Mas fiz e faria de novo por ser o certo.

FMB: Quem abriu seus olhos para essa realidade e o estudo da alta cultura?

MARCO: O filósofo Olavo de Carvalho.

FMB: Acho que já ouvi falar…

MARCO: Acho também que muita gente ouviu falar dele graças a você.

FMB: Muitos me odeiam por isso, sabe como é. Mas “fiz e faria de novo por ser o certo”.

Dias depois, você virou um herói na internet. Sua atitude representou e inspirou muita gente que não suporta o adestramento ideológico e a pregação comunista no sistema de ensino brasileiro.

Onde você estuda, o que pensam de você?

MARCO: Meus colegas sempre me apoiaram. Nunca entendi as reclamações de pessoas que dizem sofrer bullying de puxa-saco de professores. Naturalmente sempre existe um grupo de puxa-sacos, mas é minoritário.

Se você estuda esses assuntos e desmascara os professores em toda oportunidade, em breve acontecerá com outros o que acontecia comigo, que é de ter colegas de sala que a cada novo tópico se viravam para mim e perguntavam: “O que o professor está falando é verdade?”

FMB: Isto é ótimo. Um estímulo a buscar conhecimento para além da sala de aula e a checar as informações recebidas.

Você acredita já ter encontrado a sua vocação? Tem planos para ela?

MARCO: Planos tenho aos montes, quem não tem? Mas justamente por termos tido negado o contato com a alta cultura, por termos sofrido este abuso infantil que chamam de ensino escolar obrigatório, a cada dia tomo conhecimento de faixas inteiras da realidade que eu ignorava solenemente, nem suspeitando que existia. É muito difícil escolher algo quando não se sabe o que existe para ser escolhido.

A começar pela faixa gramatical como dá para perceber. Hoje estudo gramática por conta própria, a portuguesa e a latina. Não me lembro de conjugar um verbo na minha vida, e sempre estudei nas melhores escolas da cidade.

FMB: Em homenagem aos comunistas, vamos então conjugar o verbo desmascarar:

Eu desmascaro, tu desmascaras, ele desmascara…

MARCO: Hahaha. Isso é algo que sempre me motiva, odeio pensar que faço mal às pessoas. Mas quando lembro do mal que eles fazem a todos nós, nas escolas e faculdades, essa lembrança me ajuda a fazer o certo.

FMB: Última pergunta (eu acho): como sua família encarou a repercussão?

MARCO: Um misto de orgulho e temor, temor pela minha vida.

FMB: Bem-vindo ao clube, então. Família boa, só muda o endereço.

MARCO: Aliás, acho que esse meu último comentário ficou bastante clichê. A conjugação estava melhor, haha.

FMB: Ficou ótimo. Eu me identifiquei horrores.

MARCO: Perfeito, então.

FMB: Minha mãe vai rir ao ler.

MARCO: Espero que a minha também.

FMB: Obrigado pela entrevista e parabéns, meu caro. Como escrevi no blog: você foi um Marco na história da PUC.

MARCO: Eu que agradeço, pela entrevista e por tudo o que você tem feito na VEJA e na Editora Record.

FMB: Vamos com tudo. Abração.

MARCO: Abraço, fique com Deus.

* Assista no blog:
VÍDEO SENSACIONAL: Estudante desmascara palestrantes petistas na PUC de Goiás (e é agredido, claro)

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Comentários
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  1. Comentado por:

    Antonio

    Eu costumo dizer que muitas vezes certos elementos se apresentam como intelectuais. São graduados; pós graduados; mestrados; doutorados; pesquisadores, etc… etc. mas quando verbalizam os seus pensamentos e idéias, se mostram verdadeiros analfabetos políticos com viés ideológico sem qualquer sentimento patriótico e de amor ao Brasil num todo! Quero parabenizar ao jovem Marco pela sua brilhante intervenção nessa palestra tendenciosa de um grupo terrorista com o apoio da CNBB, que é responsável pela criação desses líderes do MST. O nosso país está tomado por esses comunistas que tentaram nos subverter à essa ideologia nefasta que perseguiu católicos no mundo inteiro e como n ão conseguiram durante o Regime Militar com uma luta armada, voltaram de outra forma:”raposa em pele de cordeiro”, apregoando uma “pseudo democracia”. Marco, gostei muito da sua atitude e continue assim com os ideais de Amor a Pátria e à sua crença, mas não acredite nessa recente história de que esse pessoal lutou pela democracia no Brasil. Eles reescreveram a nossa história de acordo com a conveniência. Peço a você que delete esse termo:”Ditadura Militar”, já que não houve e sim um Regime Militar que por certos momentos endureceu em consequência de ter partido para a luta armada e praticados atos terroristas. Durante o “Regime”, somando as partes morreram menos de 500 pessoas no Brasil, enquanto que no Chile e Argentina, foram mais de 30.000 em cada e em Cuba que é tão idolatrada por eles, morreram mais de 100mil só opositores da ditadura de Fidel. Um abraço e que Deus nos proteja!

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  2. Comentado por:

    Jason Pamplona Pagnossa

    Necessitamos de muitos Marcos neste país,a igreja hoje necessita rever os seus conceitos quem paga mais é o certo parabéns pela entrevista altamente honesta

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  3. Comentado por:

    Lourdes Duarte

    Parabéns Marcos, você se portou como um herói pois teve a coragem de enfrentar verdadeiras feras, capazes de qualquer coisa para atingir seus objetivos.Precisamos de muitos Marcos em nosso querido Brasil, para dissipar de vez,essa ditadura disfarçada de democracia que estamos vivendo neste momento.

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  4. Comentado por:

    manoel palma neto

    Parabéns Marco…….ja esta provado que O sindicato petista religioso CNBB, uma ong que não representa os católicos, são a escoria da igreja católica , disfarçados de cordeiros

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  5. Comentado por:

    Itamar Esteves

    Esta maldita e criminosa facção petista “SATANISTA”, CORRUPTISTA, BOLIVARIANA CUBANISTA, metida a COMUNISTA e SOCIALISTA, que vem saqueando/dilapidando o nosso país, “não tem e nunca teve” um PLANO DE GOVERNO, ela tem sim, um PLANO DE PODER, de APODERAMENTO. Eu já estou com 73,5 anos de idade, já não vejo saída política para o meu Brasil, já estou cansado dessa carga tributária criminosa e abusiva, já estou de saco cheio desses petistas bolivarianos que estão tentando transformar esse promissor país numa 2ª. Venezuela, e já tenho muitas saudades de quando os TRÊS PODERES eram representados por: E X É R C I T O, M A R I N H A e A E R O N Á U T I C A.

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  6. Comentado por:

    ana

    excelente entrevista, continue a mostrar aos jovens que não precisa de ser massa de manobra da esquerda.Continue mostrando que é macho e não cordeirinho de ideologia. Parabéns aos dois Felipe e Marco.

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  7. Comentado por:

    Mirian

    Obrigada pela contribuição que tens dado ao nosso país , precisamos nos manter informados com pessoas sérias.

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