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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Tempo fechado na CPI

G7 renega Renan e trabalha para restaurar unidade e salvar relatório final

Por Dora Kramer 19 out 2021, 09h32

A briga nas internas na CPI da Covid foi mais grave e profunda do que pareceu até agora. Para se ter uma ideia, até ontem (18.10) à noite o relator Renan Calheiros e o presidente Omar Aziz não estavam se falando.

Senadores empenhados na reconstrução da unidade perdida em função do vazamento de trechos do relatório final não conseguiam sequer reunir os dois para uma conversa em busca do entendimento. A rusga, segundo eles, resvalou para o campo pessoal.

O trabalho de apaziguamento foi feito durante todo o dia de ontem e prosseguirá hoje de modo a que a serenidade esteja restabelecida até amanhã quando está marcada a leitura do relatório. E qual foi o problema? De duas naturezas: forma e conteúdo.

Na forma, os senadores do chamado G7, o grupo majoritário cujos integrantes são contrários ao governo Bolsonaro, atribuem o vazamento ao relator que teria, com isso, a intenção de monopolizar as intenções finais e faturar sozinho os resultados políticos. Reclamam que, apesar dos pedidos de compartilhamento, Renan Calheiros não deu acesso antecipado aos seus pares, mas divulgou partes do trabalho para a imprensa.

Em relação ao conteúdo, as críticas são aos excessos cometidos em acusações e pedidos de indiciamentos que, por não serem muito consistentes na tipificação podem acabar prejudicando o desenrolar de investigações e impedindo punições.

Numa palavra, os senadores até então alinhados a Renan Calheiros, acham que o relator pecou pela vaidade. O desejo de sair da CPI como herói a fim de se recuperar da imagem de vilão decorrente de uma série de acusações, denúncias, investigações e processos que o levaram à derrota na tentativa de voltar à presidência do Senado em 2019.

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