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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O passado condena

Três minutos de discurso na Cúpula do Clima não apagam anos de desmandos

Por Dora Kramer 21 abr 2021, 09h38

São três os minutos de tempo reservado ao presidente Jair Bolsonaro na reunião da Cúpula do Clima que começa nesta quinta-feira, 22, por iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. É impossível que Bolsonaro reitere suas posições retrógradas em relação ao manejo do meio-ambiente. Muito mais provável que tente se reposicionar no cenário mundial onde trafega em isolamento.

O problema é que três minutos, por mais bem aproveitados que sejam, não apagam os mais de dois anos de desmandos e desmandos do governo federal na área. Dos 40 líderes participantes da reunião virtual certamente a ampla maioria vê o Brasil com maus olhos na questão ambiental, justamente pela condução oposto à pauta de um encontro como esse.

Já foi dito pela Casa Branca e adjacências que não serão aceitas promessas vãs nem pedidos de ajuda financeira se Bolsonaro não mostrar serviço e tomar atitudes efetivas no sentido contrário a tudo o que vem fazendo.

A dificuldade é que o que vem sendo feito representa as convicções do presidente. Traduz também a falta de noção sobre o fator correlação de forças ao imaginar que poderia impor sua agenda regressiva sem maiores consequências. Isso vale para o meio ambiente, mas vale também para o conjunto da obra bolsonarista e explica a desidratação política que enfrenta o presidente.

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