Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana
Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A culpa no cartório

Não foi Olavo de Carvalho, mas Fábio Wajngarten a razão da saída de Santos Cruz

Por Dora Kramer 13 jun 2019, 20h52

Talvez pela força do hábito de analisar as coisas na moldura de uma disputa entre Olavo de Carvalho e os militares integrantes do governo, no primeiro momento tem-se atribuído a saída do general Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência a uma vitória na queda de braço do astrólogo da Virgínia. É dar a ele uma importância que já não tem. A razão da demissão foi a divergência de conceitos e métodos com o novo chefe da Secretaria de Comunicação (Secom), Fábio Wajngarten.

O desfecho foi rápido, mas o desgaste na relação vinha desde a nomeação de Wajngarten, em abril. O que se avalia nas internas do Palácio do Planalto é que o chefe da Secom não é muito afeito à disciplina, atributo extremamente valorizado por Santos Cruz, e não quis se submeter às determinações do general.

Ali o que se diz é que Fábio Wajngarten empenhou-se desde o início em derrubar (é este o termo utilizado) Santos Cruz valendo-se da proximidade com os filhos do presidente Jair Bolsonaro. Apesar das notas oficiais de parte a parte não entrarem no campo da crítica, o desempenho do chefe da Secom é alvo de reparos no grupo palaciano, notadamente aquele integrado por militares, cuja avaliação é a de que a área de comunicação tem deixado a desejar em algumas atividades como, por exemplo, o acompanhamento das redes sociais, pesquisas de opinião e coordenação do trabalho dos ministérios.

Publicidade