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Cidades sem Fronteiras Por Mariana Barros A cada mês, cinco milhões de pessoas trocam o campo pelo asfalto. Ao final do século seremos a única espécie totalmente urbana do planeta. Conheça aqui os desafios dessa histórica transformação.

Brasil: onde a conta do restaurante pode vir mais alta do que na Ásia ou Europa, mesmo com o real em baixa

O site Numbeo, que mede o custo de vida de cidades do mundo todo, acaba de divulgar o ranking semestral das cidades mais caras do planeta. A campeã é Hamilton, nas Bermudas, seguida por Genebra e Zurique, ambas na Suíça. Até aí, sem grandes surpresas. São cidades riquíssimas habitadas em boa parte por milionários dispostos a […]

Por Mariana Barros Atualizado em 31 jul 2020, 00h59 - Publicado em 8 jul 2015, 08h06
Restaurante em Lisboa, em Portugal: gasta-se o mesmo para comer fora em Brasília

Restaurante em Lisboa, em Portugal: gasta-se o mesmo para comer fora em Brasília

O site Numbeo, que mede o custo de vida de cidades do mundo todo, acaba de divulgar o ranking semestral das cidades mais caras do planeta. A campeã é Hamilton, nas Bermudas, seguida por Genebra e Zurique, ambas na Suíça. Até aí, sem grandes surpresas. São cidades riquíssimas habitadas em boa parte por milionários dispostos a pagar por serviços e produtos de luxo.

O surpreendente no ranking é a posição que as cidades brasileiras ocupam em um dos parâmetros pesquisados: o custo de comer fora de casa. Dados do Numbeo revelam que a conta que chega à mesa dos clientes do país não fica devendo para o que se paga em várias capitais do mundo, já contabilizada a diferença cambial, com o dólar a 3,2 reais e o euro a 3,5 reais.

A despesa de comer fora de casa entra na medição pela importância que os restaurantes têm na vida das cidades. Além de serem peça fundamental da economia urbana, são a mais tradicional e reveladora opção de lazer que um lugar tem a oferecer. Representam parte da história e da cultura, podem traduzir costumes e valores em experiências e, com seus diferentes perfis, mostram-se ao alcance de qualquer segmento ou classe social, em qualquer localização.

No Brasil, frequentar restaurantes havia sido uma das muitas conquistas da classe C, grupo que viu seu poder de consumo aumentar a partir de 2008. Neste ano, porém, a crise financeira provocou o movimento inverso. Muitas dessas famílias estão cortando comodidades fechar as contas no final do mês. Ir a restaurantes é uma delas, como apontam pesquisas da consultorias Plano CDE.

Das 517 cidades pesquisadas pelo Numbeo há 17 brasileiras. Abaixo, algumas comprações entre o preço de seus restaurantes e os internacionais e a lista das mais caras do país :

 

1º) São Paulo
Ir a um restaurante na capital paulista custa, em média, o mesmo que ir a um restaurante em Osaka, no Japão, ou em Xangai, a mais cosmopolita da China. É a gastronomia mais cara do país e a 291ª do mundo.

2º) Rio de Janeiro
Quem janta fora no Rio gastaria o mesmo em Seul, na Coréia do Sul, ou em Kowloon, em Hong Kong, ícones da prosperidade asiática. Ocupa o 297º lugar geral.


3º) Brasilia
Comer em Lisboa, capital portuguesa e importante destino gastronômico europeu, se equipara a comer em Brasília. Pelo menos na conta. A capital brasileira é a 305ª cidade mais cara do mundo.


4º) Ribeirão Preto
Fica mais barato frequentar os restaurantes de Santiago, no Chile, de Kingstone, na Jamaica, ou de Kyoto, no Japão, do que os dessa cidade do interior paulista, a 307ª mais cara na lista geral.


5º) Niterói

Os preços de seus restaurantes ficam entre os de Kyoto, no Japão, e os de Teerã, no Irã. É a 311ª colocada.


6º) Manaus
Os cardápios de Porto, em Portugal, têm preços melhores que os de Manaus, dona da 314ª posição global.

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7º) Campinas

Seus preços são similares aos da portuguesa Coimbra e aos de Trípoli, a capital, maior e mais populosa cidade da Líbia. É a 318ª no geral.


8º) Porto Alegre
Está no mesmo patamar de Pretória, na África do Sul, e de Split, na costa da Croácia, região que se tornou um concorrido destino de férias na última década. É a 323ª colocada.


9º) Vitória
Quase empatada com Recife, deixa para trás a Cidade do Cabo, na África do Sul, Istambul, na Turquia, Pequim, na China, e a Cidade do México, no México. Fica na 335ª posição.


10º) Recife

Encostado em Vitória, deixa para trás as mesmas cidades e fica na 334ª posição.


11º) Goiânia

Preços parecidos com os de Varsóvia, na Polônia, e com os de Cancún, no México. Ocupa a 349ª colocação geral.


12º) Florianópolis
Restaurantes mais caros do que San Salvador, em El Salvador, ou em Ad Damman, na Arábia Saudita. É a 352ª colocada.


13º) Belo Horizonte

Quase empatada com Curitiba, ocupa o 356º lugar e é mais cara do que Monterrey, no México.


14) Curitiba
Quase empatada com Belo Horizonte, está em 357º lugar.


15º) São José dos Campos

Budapeste, na Hungria, está no mesmo patamar de São José dos Campos, no interior paulista, a 361ª colocada.


16º) Fortaleza

A conta seria a mesma no Cairo, no Egito, ou em Praga, na República Tcheca e mais cara do que em Assunção, no Paraguai, ou Bogotá, na Colômbia.


17º) Natal
Preços dos restaurantes são mais altos do que os de Medelín, na Colômbia, ou de Kiev, na Ucrânia.

 

Por Mariana Barros

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