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O delírio politicamente correto do Ministério da Educação

É um desatino a proposta do MEC de obrigar os brasileiros a estudar a história de seus ancestrais genéticos, e não de seus ascendentes culturais

Minha origem é quase toda polonesa. Novacoski, Bonaroski, Riegel e Narloch: eis os sobrenomes dos meus avós. Apesar dessa origem, não ligo a mínima para a cultura da Polônia. Às vezes até provo um pierogui na ferinha do Largo da Ordem, em Curitiba, mas prefiro mesmo um belo pinhão com quentão. Só me interesso pela história da Polônia quando ela toca a história universal – Copérnico, Segunda Guerra, invasão soviética, massacre de Katyn, Primavera de Praga.

Não vejo nenhum problema em ignorar minhas raízes polonesas. Quem precisa de raiz é árvore. Além disso é pouco relevante o legado da Polônia ao ambiente de ideias que eu respiro. A genética pode me ligar ao leste europeu, mas culturalmente tenho muito pouco dessa região.

Muitos brasileiros descendentes de africanos ou de índios agem como eu. Ignoram a cultura dos seus bisavós – e não veem problema nisso. Gostam de músicas e filmes americanos, leem histórias fantásticas de cavaleiros medievais europeus, viajam para conhecer museus com obras renascentistas. Defendem ideias políticas propagadas por filósofos ingleses ou revolucionários franceses.

Deveríamos, eu e meus conterrâneos negros e índios, ser obrigados a estudar mais a história e a cultura dos nossos ascendentes genéticos que a história dos nossos ancestrais culturais?

O Ministério da Educação acha sim. O currículo nacional comum proposto pelo MEC (por sorte ainda em discussão) obriga que todas as escolas do Brasil (públicas e privadas) deem mais  importância à cultura africana e indígena que à europeia.

Para o primeiro ano do ensino médio, por exemplo, a proposta prevê que pelo menos 60% do currículo seja dedicado a:

– Valorizar o protagonismo de ameríndios, africanos, afro-brasileiros e imigrantes, em diferentes eventos da História do Brasil.

– Interpretar os movimentos sociais negros e quilombolas no Brasil contemporâneo

– Respeitar e promover o respeito às presenças ameríndias, afro-brasileiras e de outras etnias locais.

– Valorizar e promover o respeito às culturas africanas, afro-americanas (povos negros das Américas Central e do Sul) e afro-brasileiras.

Sem falar no autoritarismo “em nome do bem” que a proposta exala, o MEC tropeça num pensamento racial. Parece se basear na ideia de que descendências genéticas determinam descendências culturais. Não: o fato de muitos brasileiros terem genes poloneses ou congoleses não torna a cultura e a história da Polônia e do Congo necessariamente relevante para eles.

Não que não seja interessante conhecer a história dos índios e da África. Eu mesmo vendi um bocado de livros contando histórias de príncipes negros no Brasil, reinos africanos que, antes da chegada dos portugueses, enriqueceram vendendo escravos para os árabes, dos índios que se aliaram a europeus para derrotar outros índios. E bastar ler Uma Curva no Rio, do Nobel V.S. Naipaul, para se espantar com o mal que os intelectuais fizeram à África no século 20.

Mas obrigar os estudantes a dar mais importância a isso que às grandes ideias e episódios da história do Ocidente é simplesmente um desvario politicamente correto.

@lnarloch

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  1. Comentado por:

    ACORDA BRASIL!

    Escolas são ambientes onde adquirimos cultura e não ideologia marxista comunista, como a esquerda deseja. São nas escolas que se aprendem a falar e redigir corretamente (gramática, literatura, redação), onde se adquirem conhecimentos gerais e ciências exatas, onde deveria como no passado, também aprender metafísica, o tomismo, escolástica e música erudita; uma vez que a educação de fato, a ética, os princípios, os valores morais, cristãos e o respeito começam a serem ensinados desde cedo. E onde esse processo pode e deve começar? Óbvio que é em casa, desde o “berço”, pelos pais, pela família tradicional! Coisa que a esquerda PTralha trabalha para acabar, considerando que anda na contra mão com seus valores retrógados e distorcidos almejando ardentemente o retorno às cavernas, ERA TROGLODITA para viver como os animais viviam no passado.
    Para os psicopatas marxistas comunistas é imprescindível manter sob o cabresto a turma do “nois vai, tu vai, nois foi, nois anda nois come e nois bebe…” manipulando e abusando de sofismas demagógicos.
    É imprescindível que todos continuem alienados, burros, repetindo apenas os slongas aprendidos através da “lavagem cerebral criminosa e do terrorismo” da esquerda abominável.
    Daí a grande responsabilidade dos pais ao decidirem terem seus filhos, para cria-los e não passar a responsabilidade para outros (creches, escolas inadequadas, etc) e no futuro se desesperarem ao perceber que têm estranhos, às vezes até seus inimigos, dentro de suas próprias casas, com valores completamente diferente dos seus!
    Crianças não são animaizinhos de estimação e nem brinquedinhos bonitinhos, divertidos que falam! Eles são seres humanos que buscarão a realização e a felicidade. É mais provável que as encontrem se forem preparados, treinados e ensinados pelos pais. Portanto, ter filhos é uma enorme responsabilidade que cabe de maneira absoluta, exclusiva e inalienável aos pais.
    As escolas podem até co-participar, mas a elas cabe apenas instruir e informar. Outros eventuais papéis das escolas são somente complementares. Enquanto aos pais cabe educar e formar o caráter dos filhos.
    A confusão de nosso dias, meu caro advém exatamente da idéia de que cada um tem a sua verdade. Essa idéia, bem espalhada em nosso tempo, torna o século XX e XXI parecido a um hospício, pois é nos manicômios que cada um pensa o que quer de cada coisa. A Verdade é objetiva. Ainda que todo o mundo dissesse que sol é frio, ele continuaria quente.
    A verdade não depende do que achamos e nem do que a maioria acha. A maioria ficou contra Cristo, nem por isso Barrabás se tornou inocente e Cristo culpado.
    Hoje, domina o achismo. Cada um acha o que quiser . Por isso, todo o mundo dá opinião sobre as coisas, e ninguém tem certeza de nada.
    Os achismos, isto é, o que se chama de subjetivismo, que o Papa condenou na encíclica Veritatis Splendor. Se cada um tem uma idéia diferente das coisas, fica impossível dialogar. Cada um teria a sua “verdade” particular.
    No hospício, todo o mundo fala. ninguém se entende Exatamente como em nosso tempo. O pior é que hoje – quando ninguém mais se entende (pois cada um tem a sua “verdade”) – se fala tanto em diálogo. Faz-me rir!
    Também não resolve, depois que o trem já passou pela estação, correr atrás das excelentes escolas católicas e/ou militares para tentar sanar a lacuna ou a falha pelas omissões cometidas.
    Educar pode ser simples se tudo for feito com responsabilidade, amor e compromisso.
    Ensinar aos filhos, desde logo, os significados e as consequências do sim e do não; do certo e do errado; das razões e dos limites; tudo pode representar a diferença entre saber o caminho a seguir ou sair a esmo apanhando-se a cada esquina.
    O bom senso e o discernimento não são meros discursos. Os filhos precisam de exemplos e de pais modelos.
    Eu li que os avós e pais da atual geração de filhos e netos conhecem o valor das referências nas suas vidas. E eu pude perceber também que a mediocridade não fazia parte daquelas gerações. Eles não falavam palavrões, alto e em público, com a naturalidade em ouvimos atualmente, como se fossem “interjeições” (“C…”), que agridem os nossos tímpanos. Não mandavam ninguém à “PQP” ou chamava qualquer situação complicada de “M”. Mandava-se para a “Cochinchina” e a situação complicada era uma “Inhaca”, o que no mínimo, para os atentos, era bastante educativo para se descobrir o que isso significava. E li também que ao se investigar, eles mesmos descobriram que, à época, a tão distante Cochinchina era uma região ao sul do Vietnã, então colônia francesa e tão distante quanto Saturno e, que a Inhaca é uma ilha de Moçambique, então colônia portuguesa e tão distante quanto Marte.
    E o nosso português? Era corretíssimo! Não falavam tantas gírias, esse português medíocre e fútil, implantado pelo modismo do nosso século. Quanto mais pesquisamos o passado, verificamos o quanto eles falavam corretamente! Educação de origem Jesuíta (excelência na qualidade de ensino)! Não havia dificuldades em concursos e/ou vestibular quanto ao uso do verbo e do pronome, “um sempre acompanhando o outro”, porque isso era comum no seu dia a dia. Ninguém falava errado e ninguém se ouvia e ou lia na imprensa palavras e frases erradas, com erros imperdoáveis de concordância nominal e verbal. Por que? Porque a chamada pela esquerda comunista de “ditadura militar” corrigia e ensinava o tempo todo a população a falar e a se comportar corretamente. Era o tempo da Ordem e do Progresso. Era proibido falar e/ou escrever errado, ofender de verdade e não “picuínhas mal resolvidas” virarem ibope, perseguindo e massacrando como ocorre atualmente, nessa verdadeira ditadura proletariada da esquerda comunista!
    Naquele tempo não havia “casa da mãe joana/comunismo” onde tudo é permitido, inclusive ofender a Deus!
    Vale a pena ler São João Crisóstomo em seu escrito: “Sobre a Vanglória e a Educação dos Filhos“. É evidente que, somente pelo título, entendemos que o princípio destrutivo da educação mundana é a vanglória proclamada de forma ditatorial pela esquerda herege, comunista, psicopata e abominável.
    Para se dar uma breve noção do que seria a vanglória (também chamada de vaidade) vale a pena uma citação:
    “Sendo o fim próprio da vaidade a manifestação da própria excelência, chamam-se filhas da vaidade aqueles vícios pelos quais – direta ou indiretamente – o homem tende a manifestar a própria excelência.” (Santo Tomás de Aquino).
    Em resumo, é o hábito do homem mostrar sua própria grandeza e excelência ignorando que na verdade ela vêm e pertence somente à Deus, e que nós homens somos criaturas pequenas e desprezíveis perto de um Deus infinitamente Bom, Belo e Verdadeiro. Desse vício nasce o egoísmo, o “ter vantagem”, o “se aparecer”, o desejo de riqueza, etc.
    Essa doença espiritual não é um mal inofensivo e dilacera a Igreja como podemos ler:
    “Essa vanglória que danifica todo o corpo, que o divide, não obstante sua unidade, em mil pedaços e afasta a caridade! Como uma fera que se lança sobre um corpo nobre e terno e incapaz de defender-se, assim a vanglória cravou seus dentes execráveis e inoculou seu veneno e encheu tudo com seu mau cheiro. Umas partes, depois de despedaçá-las, arrojou ao chão; outras, dilacerou; outras, espremeu entre seus dentes. Se nos fosse dado contemplar com os olhos a vanglória e a Igreja, veríamos um espetáculo lastimável e muito mais espantoso que o dos estádios: o corpo estendido no solo e ela, a vanglória, presidindo desde o alto, dirigindo seu olhar a toda parte, agarrando os que caem, não cedendo um ponto e perdoando jamais.” (São João Crisóstomo)
    Não é difícil observar que essas dramáticas palavras não são um exagero e, apesar de sua antiguidade, nunca foram tão atuais. Surge então a pergunta: o que isso tem de importante em relação à educação dos filhos?
    O Santo dá a resposta de forma claríssima:
    “A causa de todos estes males é que os meninos são educados desde o princípio na vanglória” .(São João Crisóstomo).
    Portanto podemos ver que a corrupção da educação humana está justamente na exaltação deste princípio que os ensina desde o berço a roubar a glória de Deus. E é esse princípio que o Santo condena, o princípio destruidor da educação, onde o homem julgando-se o próprio Deus, se coloca no centro de tudo e não conseguindo perceber as suas limitações de miseráveis mortais, a consequencia é a sua auto-destruição e desgraça.
    Que todos nós, principalmente os pais, possamos buscar a sabedoria e prudência para reconhecer a vanglória nos atos, pensamentos e palavras pessoais, de seus filhos e parentes, buscando eliminar tudo quanto se assemelhar à isto. Somente assim será possível se educar um cristão conforme os Santos foram educados e contemplar a face de Cristo tanto nos pais quanto nos filhos. Só assim teremos a verdadeira paz e tranquilidade!
    Educação é aprendida no berço, com a família e não na escola. Existem escolas hoje para todo mundo, gratuita do ensino básico até a universidade. Quem deseja estudar e levar a sério consegue.
    O que justifica a criminalidade? É Falta de caráter. E essa não se aprende em escolas, mas em casa, ensinado pelos pais. A falta de caráter não está associada com a pobreza e sim com a falta de valores, de cultura, com o vício, com a falta de uma estrutura familiar (valores cristãos) etc.
    E assim, o que explica o fato de a criminalidade ser maior nos bairros periféricos? Porque nos bairros periféricos existem mais famílias desestruturadas, sem valores morais, éticos, religião. E aquilo que não se aprendeu não há como repassar… e então há a multiplicação e distorção de valores . A consequência disso, é o que vimos em nosso país. O narcotráfico enraizado dominando tudo, e o país à deriva.. com o apoio da ESQUERDA ABOMINÁVEL.
    No mundo moderno, os homens vivem sempre aprisionados ou por cercas visíveis, duras e espinhosas — as de arame farpado eletrificado, nos Gulags — ou por cercas invisíveis, doces e suavemente eletrificadas da propaganda “dirigida”, visando a “conscientizações” acorrentadoras, por fascinação, implantadas pela esquerda marxista comunista. Essa é a “educação” que a PTralhada impõe nas escolas. Lá não se prende nada, a não ser mentiras, degradação humana total, discriminação, escravidão daqueles se opõe ao seu regime reacionário.
    E as cercas invisíveis, que fascinam através de imagens romanticamente falsas, são as mais perigosas e escravizadoras, porque estabelecem uma servidão invisível.
    Hay que vigilar, para no endurecerse el corazón, por medio de una falsa ternura diestramente propagandizada….
    Gulags, Auschwitz, McDonalds, Guevara, são produtos típicos da doutrina e da mentalidade rousseaunianas.
    Governos que proclamam que o poder vem do povo, ou aceitam o anarquismo da cambiante vontade popular — tão sensível à propaganda e aos mitos — ou, em nome do povo, impõem a tirania. Hitler e Fidel fundamentaram e fundamentam em plebiscitos com “sins” maciçamente — papagaiamente — repetidos pelo povo, para exercer seu domínio tirânico. Nas praças, o povo fascinado pela propaganda e “sabiamente” “conscientizado” ulula SIM, hurras e slogans de morte. Nas urnas, a multidão, domesticadamente amestrada pela propaganda enganosa, consente no que subrepticiamente se lhe enfiou na cabeça vazia.
    Das duas maneiras, é sempre o povo que é vítima dessas tiranias da propaganda ou da força. E no Brasil, como em toda a parte, há gente sábia e ignorante. E a pior ignorância é a diplomada…
    E, para aprender a chorar corretamente — com os dois olhos que Deus lhes deu — as misérias do mundo moderno causadas pelo igualitarismo e pelo amor às liberdades de perdição, recomendo-lhes:
    1) Que leiam as encíclicas dos Papas que condenam os erros monstruosos da peste do socialismo;
    2) Que estudem melhor a História, e não repitam slogans que são próprios de pessoas que engoliram fábulas por fatos. De pessoa que se julgam ilustradas e conscientes, mas que vivem nas trevas dos erros e da mentiras, fascinadas por imagens produzidas pela propaganda anticatólica, quer seja liberal e yanquee, quer seja bolchevista e guevarista. Mas que vive, seguramente, cercada pelas teias invisíveis da propaganda enganosa dirigida e “conscientizadora”.

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  2. Comentado por:

    Fernando Borcath

    Nada mais chato que essa porcaria de visão de Esquerda retardada,até quando teremos que aguentar esses malandros?
    Basta desses vigaristas revisionistas!!!

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  3. Comentado por:

    ACORDA BRASIL!

    Escolas são ambientes onde adquirimos cultura e não ideologia marxista comunista, como a esquerda deseja. São nas escolas que se aprendem a falar e redigir corretamente (gramática, literatura, redação), onde se adquirem conhecimentos gerais e ciências exatas, onde deveria como no passado, também aprender metafísica, o tomismo, escolástica e música erudita; uma vez que a educação de fato, a ética, os princípios, os valores morais, cristãos e o respeito começam a serem ensinados desde cedo. E onde esse processo pode e deve começar? Óbvio que é em casa, desde o “berço”, pelos pais, pela família tradicional! Coisa que a esquerda PTralha trabalha para acabar, considerando que anda na contra mão com seus valores retrógados e distorcidos almejando ardentemente o retorno às cavernas, ERA TROGLODITA para viver como os animais viviam no passado.
    Para os psicopatas marxistas comunistas é imprescindível manter sob o cabresto a turma do “ tu é, nois vai, nois foi, nois anda nois come e nois bebe…” É imprescindível que todos continuem alienados, ignorantes e burros, repetindo apenas os slongas aprendidos através da “lavagem cerebral criminosa e do terrorismo” da esquerda abominável.
    Daí a grande responsabilidade dos pais ao decidirem terem seus filhos, para cria-los e não passar a responsabilidade para outros (creches, escolas inadequadas, etc) e no futuro se desesperarem ao perceber que têm estranhos, às vezes até seus inimigos, dentro de suas próprias casas, com valores completamente diferente dos seus!
    Crianças não são animaizinhos de estimação e nem brinquedinhos bonitinhos, divertidos que falam! Eles são seres humanos que buscarão a realização e a felicidade. É mais provável que as encontrem se forem preparados, treinados e ensinados pelos pais. Portanto, ter filhos é uma enorme responsabilidade que cabe de maneira absoluta, exclusiva e inalienável aos pais.
    As escolas podem até co-participar, mas a elas cabe apenas instruir e informar. Outros eventuais papéis das escolas são somente complementares. Enquanto aos pais cabe educar e formar o caráter dos filhos.
    A confusão de nosso dias, meu caro advém exatamente da idéia de que cada um tem a sua verdade. Essa idéia, bem espalhada em nosso tempo, torna o século XX e XXI parecido a um hospício, pois é nos manicômios que cada um pensa o que quer de cada coisa. A Verdade é objetiva. Ainda que todo o mundo dissesse que sol é frio, ele continuaria quente.
    A verdade não depende do que achamos e nem do que a maioria acha. A maioria ficou contra Cristo, nem por isso Barrabás se tornou inocente e Cristo culpado.
    Hoje, domina o achismo. Cada um acha o que quiser . Por isso, todo o mundo dá opinião sobre as coisas, e ninguém tem certeza de nada.
    Os achismos, isto é, o que se chama de subjetivismo, que o Papa condenou na encíclica Veritatis Splendor. Se cada um tem uma idéia diferente das coisas, fica impossível dialogar. Cada um teria a sua “verdade” particular.
    No hospício, todo o mundo fala. ninguém se entende Exatamente como em nosso tempo. O pior é que hoje – quando ninguém mais se entende (pois cada um tem a sua “verdade”) – se fala tanto em diálogo. Faz-me rir!
    Também não resolve, depois que o trem já passou pela estação, correr atrás das excelentes escolas católicas e/ou militares para tentar sanar a lacuna ou a falha pelas omissões cometidas.
    Educar pode ser simples se tudo for feito com responsabilidade, amor e compromisso.
    Ensinar aos filhos, desde logo, os significados e as consequências do sim e do não; do certo e do errado; das razões e dos limites; tudo pode representar a diferença entre saber o caminho a seguir ou sair a esmo apanhando-se a cada esquina.
    O bom senso e o discernimento não são meros discursos. Os filhos precisam de exemplos e de pais modelos.
    Eu li que os avós e pais da atual geração de filhos e netos conhecem o valor das referências nas suas vidas. E eu pude perceber também que a mediocridade não fazia parte daquelas gerações. Eles não falavam palavrões, alto e em público, com a naturalidade em ouvimos atualmente, como se fossem “interjeições” (“C…”), que agridem os nossos tímpanos. Não mandavam ninguém à “PQP” ou chamava qualquer situação complicada de “M”. Mandava-se para a “Cochinchina” e a situação complicada era uma “Inhaca”, o que no mínimo, para os atentos, era bastante educativo para se descobrir o que isso significava. E li também que ao se investigar, eles mesmos descobriram que, à época, a tão distante Cochinchina era uma região ao sul do Vietnã, então colônia francesa e tão distante quanto Saturno e, que a Inhaca é uma ilha de Moçambique, então colônia portuguesa e tão distante quanto Marte.
    E o nosso português? Era corretíssimo! Não falavam tantas gírias, esse português medíocre e fútil, implantado pelo modismo do nosso século. Quanto mais pesquisamos o passado, verificamos o quanto eles falavam corretamente! Educação de origem Jesuíta (excelência na qualidade de ensino)! Não havia dificuldades em concursos e/ou vestibular quanto ao uso do verbo e do pronome, “um sempre acompanhando o outro”, porque isso era comum no seu dia a dia. Ninguém falava errado e ninguém se ouvia e ou lia na imprensa palavras e frases erradas, com erros imperdoáveis de concordância nominal e verbal. Por que? Porque a chamada pela esquerda comunista de “ditadura militar” corrigia e ensinava o tempo todo a população a falar e a se comportar corretamente. Era o tempo da Ordem e do Progresso. Era proibido falar e/ou escrever errado, ofender de verdade e não “picuínhas mal resolvidas” virarem ibope, perseguindo e massacrando como ocorre atualmente, nessa verdadeira ditadura proletariada da esquerda comunista!
    Naquele tempo não havia “casa da mãe joana/comunismo” onde tudo é permitido, inclusive ofender a Deus!
    Vale a pena ler São João Crisóstomo em seu escrito: “Sobre a Vanglória e a Educação dos Filhos“. É evidente que, somente pelo título, entendemos que o princípio destrutivo da educação mundana é a vanglória proclamada de forma ditatorial pela esquerda herege, comunista, psicopata e abominável.
    Para se dar uma breve noção do que seria a vanglória (também chamada de vaidade) vale a pena uma citação:
    “Sendo o fim próprio da vaidade a manifestação da própria excelência, chamam-se filhas da vaidade aqueles vícios pelos quais – direta ou indiretamente – o homem tende a manifestar a própria excelência.” (Santo Tomás de Aquino).
    Em resumo, é o hábito do homem mostrar sua própria grandeza e excelência ignorando que na verdade ela vêm e pertence somente à Deus, e que nós homens somos criaturas pequenas e desprezíveis perto de um Deus infinitamente Bom, Belo e Verdadeiro. Desse vício nasce o egoísmo, o “ter vantagem”, o “se aparecer”, o desejo de riqueza, etc.
    Essa doença espiritual não é um mal inofensivo e dilacera a Igreja como podemos ler:
    “Essa vanglória que danifica todo o corpo, que o divide, não obstante sua unidade, em mil pedaços e afasta a caridade! Como uma fera que se lança sobre um corpo nobre e terno e incapaz de defender-se, assim a vanglória cravou seus dentes execráveis e inoculou seu veneno e encheu tudo com seu mau cheiro. Umas partes, depois de despedaçá-las, arrojou ao chão; outras, dilacerou; outras, espremeu entre seus dentes. Se nos fosse dado contemplar com os olhos a vanglória e a Igreja, veríamos um espetáculo lastimável e muito mais espantoso que o dos estádios: o corpo estendido no solo e ela, a vanglória, presidindo desde o alto, dirigindo seu olhar a toda parte, agarrando os que caem, não cedendo um ponto e perdoando jamais.” (São João Crisóstomo)
    Não é difícil observar que essas dramáticas palavras não são um exagero e, apesar de sua antiguidade, nunca foram tão atuais. Surge então a pergunta: o que isso tem de importante em relação à educação dos filhos?
    O Santo dá a resposta de forma claríssima:
    “A causa de todos estes males é que os meninos são educados desde o princípio na vanglória” .(São João Crisóstomo).
    Portanto podemos ver que a corrupção da educação humana está justamente na exaltação deste princípio que os ensina desde o berço a roubar a glória de Deus. E é esse princípio que o Santo condena, o princípio destruidor da educação, onde o homem julgando-se o próprio Deus, se coloca no centro de tudo e não conseguindo perceber as suas limitações de miseráveis mortais, a consequencia é a sua auto-destruição e desgraça.
    Que todos nós, principalmente os pais, possamos buscar a sabedoria e prudência para reconhecer a vanglória nos atos, pensamentos e palavras pessoais, de seus filhos e parentes, buscando eliminar tudo quanto se assemelhar à isto. Somente assim será possível se educar um cristão conforme os Santos foram educados e contemplar a face de Cristo tanto nos pais quanto nos filhos. Só assim teremos a verdadeira paz e tranquilidade!
    Educação é aprendida no berço, com a família e não na escola. Existem escolas hoje para todo mundo, gratuita do ensino básico até a universidade. Quem deseja estudar e levar a sério consegue.
    O que justifica a criminalidade? É Falta de caráter. E essa não se aprende em escolas, mas em casa, ensinado pelos pais. A falta de caráter não está associada com a pobreza e sim com a falta de valores, de cultura, com o vício, com a falta de uma estrutura familiar (valores cristãos) etc.
    E assim, o que explica o fato de a criminalidade ser maior nos bairros periféricos? Porque nos bairros periféricos existem mais famílias desestruturadas, sem valores morais, éticos, religião. E aquilo que não se aprendeu não há como repassar… e então há a multiplicação e distorção de valores . A consequência disso, é o que vimos em nosso país. O narcotráfico enraizado dominando tudo, e o país à deriva.. com o apoio da ESQUERDA ABOMINÁVEL.
    No mundo moderno, os homens vivem sempre aprisionados ou por cercas visíveis, duras e espinhosas — as de arame farpado eletrificado, nos Gulags — ou por cercas invisíveis, doces e suavemente eletrificadas da propaganda “dirigida”, visando a “conscientizações” acorrentadoras, por fascinação, implantadas pela esquerda marxista comunista. Essa é a “educação” que a PTralhada impõe nas escolas. Lá não se prende nada, a não ser mentiras, degradação humana total, discriminação, escravidão daqueles se opõe ao seu regime reacionário.
    E as cercas invisíveis, que fascinam através de imagens romanticamente falsas, são as mais perigosas e escravizadoras, porque estabelecem uma servidão invisível.
    Hay que vigilar, para no endurecerse el corazón, por medio de una falsa ternura diestramente propagandizada….
    Gulags, Auschwitz, McDonalds, Guevara, são produtos típicos da doutrina e da mentalidade rousseaunianas.
    Governos que proclamam que o poder vem do povo, ou aceitam o anarquismo da cambiante vontade popular — tão sensível à propaganda e aos mitos — ou, em nome do povo, impõem a tirania. Hitler e Fidel fundamentaram e fundamentam em plebiscitos com “sins” maciçamente — papagaiamente — repetidos pelo povo, para exercer seu domínio tirânico. Nas praças, o povo fascinado pela propaganda e “sabiamente” “conscientizado” ulula SIM, hurras e slogans de morte. Nas urnas, a multidão, domesticadamente amestrada pela propaganda enganosa, consente no que subrepticiamente se lhe enfiou na cabeça vazia.
    Das duas maneiras, é sempre o povo que é vítima dessas tiranias da propaganda ou da força. E no Brasil, como em toda a parte, há gente sábia e ignorante. E a pior ignorância é a diplomada…
    E, para aprender a chorar corretamente — com os dois olhos que Deus lhes deu — as misérias do mundo moderno causadas pelo igualitarismo e pelo amor às liberdades de perdição, recomendo-lhes:
    1) Que leiam as encíclicas dos Papas que condenam os erros monstruosos da peste do socialismo;
    2) Que estudem melhor a História, e não repitam slogans que são próprios de pessoas que engoliram fábulas por fatos. De pessoa que se julgam ilustradas e conscientes, mas que vivem nas trevas dos erros e da mentiras, fascinadas por imagens produzidas pela propaganda anticatólica, quer seja liberal e yanquee, quer seja bolchevista e guevarista. Mas que vive, seguramente, cercada pelas teias invisíveis da propaganda enganosa dirigida e “conscientizadora”.

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  4. Comentado por:

    Adriana Xavier

    Sabe que acontece?
    Não teve polonês trazido nos navios negreiros e nem escravizado aqui em Brasil, sem documentos de origem…
    Não resolve o problema atual, mas aumenta o sentimento de pertencimento sabe?
    Ainda mais com a convulsão racista pela qual o país passa!
    Questão de reparação… de lutas sociais, por aí vai…

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  5. Comentado por:

    Ronaldo

    Na minha opinião as escolas públicas deveriam ensinar somente o conteúdo puro, quem quiser discutir outra coisa deve ir em outros locais: família, igrejas, associações, etc.

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  6. Comentado por:

    Alzira Palavicini

    Totalmente de acordo, o MEC é o único responsável por famílias optarem pelo homeschool. Querem “educar ” nossos filhos com esta Ideologia de gênero que a meus olhos e de muitas Famílias Grita como Criminosa. Qual o caminho para combate-los ?..

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  7. Comentado por:

    Ronaldo

    Totalmente de acordo.
    Mas vejo 1 comentário dizendo “questão de reparação”. Reparação de quê? Nem eu, nem meus antepassados tem qualquer história ou ligação com a escravidão no Brasil. Mas essa idéia de ‘reparação’ acaba prosperando para uma indenização, aquela coisa de ‘dívida social’ ou alguma outra grande besteira que passa mais uma conta à sociedade brasileira. E ninguém tem mais nada com isso. Virou história, é para aprender e não cometer os mesmos erros no futuro. Agora vire a página.

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  8. Comentado por:

    ACORDA BRASIL!

    Ronaldo
    dezembro 15, 2015 às 10:40
    “Totalmente de acordo.
    Mas vejo 1 comentário dizendo “questão de reparação”. Reparação de quê? Nem eu, nem meus antepassados tem qualquer história ou ligação com a escravidão no Brasil. Mas essa idéia de ‘reparação’ acaba prosperando para uma indenização, aquela coisa de ‘dívida social’ ou alguma outra grande besteira que passa mais uma conta à sociedade brasileira. E ninguém tem mais nada com isso. Virou história, é para aprender e não cometer os mesmos erros no futuro. Agora vire a página.”
    TAMBÉM CONCORDO COM O QUE VOCÊ DISSE ACIMA RONALDO. Faço minhas as suas palavras.
    “A ciência do insensato é feita de palavras mal digeridas” (Eclesco, XXI,21)
    http://educacao.uol.com.br/noticias/2011/05/13/zumbi-era-um-lider-autoritario-e-tinha-escravos-veja-as-polemicas-sobre-a-escravidao-no-brasil.htm
    http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/escravidao-nos-quilombos/
    Zumbi foi inventado pela propaganda marxista como herói….
    E tem mais conforme a LEI Nº 9.093, DE 12 DE SETEMBRO DE 1995. Esse feriado é INCONSTITUCIONAL, uma vez que não é religioso (não foi decretado como dogma pela Igreja) não é civil e não é patriótico, (neste caso, para justificar, teria que ser 13 de maio= Lei Áurea).
    Zumbi é apenas mais um dos inúmeros sofismas demagógicos da esquerda marxista comunista.
    Segundo o bom senso e a sabedoria da sociedade, a “mentira repetida à exaustão se transforma em “verdade”, para as gerações posteriores que desconhecem a origem da mentira.
    O discurso sofismado demagogicamente é uma verdadeira fábrica para a discriminação, a divisão, o preconceito, a perseguição, e a escravidão imposta à toda uma sociedade que embora sendo a maioria da população, não aceitando a ditadura do proletariado da esquerda marxista comunista, sofre todas as consequências, em detrimento de uma minoria psicopata (“engulam-me ou eu te mato”), anormais que apenas “relicham” cansativamente e agressivamente suas pautas esquerdistas, PTralhadas, inadmissíveis, abomináveis e degradantes.
    Essa história de “democracia racial”, por exemplo, não passa de um sofisma demagógico, calculista e oportunista sobre o mito “racismo”, tão bem explorado e manipulado pela esquerda PTralha nesses últimos 20 anos, como bandeira de sua seita, no intuito de legitimar a ditadura da esquerda comunista.
    No Brasil é reforçada à medida que serve para fixar a expectativa imposta por eles à sociedade, conforme modelo padrão de suas mentes insanas, trogloditas, retrógradas e degradantes.
    Aqui, diferentemente do que aconteceu em outros países onde também houve escravidão (cultura de uma sociedade peculiar à época), a força do mito da democracia racial fez com que jamais se tolerasse qualquer tipo de limitação de direitos baseados na cor da pele. Nunca houve qualquer proibição entre raças (negra), sexo, e/ou cor de pele à vizinhança em prédios de luxos e/ou compartilhando a pobreza nas favelas, até porque atualmente são os brancos os “crucificados”, assediados e discriminados.
    Quando uns são perseguidos em detrimento de outros, sob o falso pretexto de que eles são “coitadinhos”, incapazes de galgar por seus próprios méritos, e que é preciso burlar o ARt. 5º da Carta Magna, roubando do “vencedor”, para dar ao “perdedor”, porque os “fins justificam os meios”, gera a discriminação, a escravidão inconsciente (cabresto) e a ofensa à aquele que aceita, ainda que inconsciente da sua “ignorância invencível”, assinando o seu” atestado de burrice” e incapacidade.
    Essa atitude retrógada e inconstitucional da esquerda PTralha comunista também gera a insatisfação e o sentimento reprimido que por sua vez gerará o ódio e a vingança tanto do oprimido como do opressor. É o efeito “bola de neve” e/ou “estufa” do comportamento insano dos psicopatas.
    Manifestações isoladas de preconceito e de discriminação por outro lado sempre existirão, em qualquer sociedade, porque não se pode dominar a esfera do pensamento individual das pessoas.
    “… segundo as doutrinas do Evangelho, a igualdade dos homens consiste em que todos, dotados da mesma natureza, são chamados à mesma e eminente dignidade de filhos de Deus, e que todos, tendo o mesmo fim, cada um será julgado pela mesma lei e receberá o castigo ou a recompensa que merecer. Entretanto, a desigualdade de direitos e de poder provém do próprio Autor da natureza” (Leão XIII, Quod Apostolici Muneris, 1878,Vozes, Petrópolis, p.28-29).
    O que muitos não compreendem é que deve-se fazer uma distinção entre direitos naturais — que são iguais para todos — e direitos acidentais, que são diferentes, visto que os homens são desiguais em seus acidentes. O erro em que se incorre normalmente, seguindo a famigerada Declaração de Direitos da Revolução Francesa, obra maçônica, é o de afirmar que os homens são iguais, quando na verdade somos semelhantes, e não iguais (permita-me fazer referência ao estudo sobre desigualdade, editado site http://www.montfort.org.br, onde vocês poderão encontrar muitos argumentos defendendo a desigualdade de direitos acidentais, e condenando o igualitarismo do mundo moderno, cujo título é “Desigualdade & igualdade: considerações sobre um mito”).
    É claro que isso não significa defender que a miséria é de acordo com a dignidade da pessoa humana. Mas, para ser filho de Deus — essência da dignidade humana — não é preciso ter saúde, dinheiro, ou diploma.
    Em nossas escolas, o que se ensina normalmente ? Ensina-se o materialismo, o evolucionismo, a negação de que existe uma verdade absoluta; ensina-se que a Igreja cometeu crimes imensos na História e outras baboseiras e calúnias contra Cristo e sua Santa Igreja.
    O melhor professor que eu tive me contou que a primeira vez “em que ele entrou numa sala de professores, disputava-se um concurso sobre quem conhecia mais palavrões, em várias línguas. Eram poliglotas… do baixo calão. Hoje, a disputa deve ser só no vernáculo…Pobres diplomados!”
    Ter educação , hoje, muitas vezes é ter aprendido a juntar as letras para ler gibis, novelas impressas ou pornografia, ainda que seja pornografia premiada com troféus literários maçônicos. Hoje, os diplomados lêem Paulo Coelho. Um desses diplomados leitores de Paulo Coelho se chama Clinton.
    Então eu pergunto, ser desse nível de educação é ter a dignidade própria do filho de Deus? miserere nobis!
    Na verdade, a defesa dos direitos sociais, hoje, provém de uma preocupação exagerada de não ficar a reboque dos MARXISTAS (ESQUERDA PSICOPATA), que, afirmando a tese da luta de classes — tese condenada pela Igreja — apresentam o proletariado como sujeito coletivo de direitos, sem levar em conta a pessoa.
    Justiça, vocês sabem, é quicumque suo tribuere. Dar a cada um o que é seu. Isso é a justiça. Mas dar a cada um o que é seu não consiste nunca em dar a todos igualmente, muito pelo contrário. E também não consiste em atribuir a uma classe, como um todo, direitos coletivos iguais, como se ela fosse um bloco monolítico formado por peças e não por pessoas humanas. Uma classe social pode ter direitos e privilégios próprios, mas o sujeito desses direitos será sempre o homem, a pessoa concreta e não um ente social abstrato. Uma ênfase excessiva em direitos sociais acaba por anular, na vida concreta, os direitos pessoais – e a distinção desses direitos de acordo com o merecimento de cada qual – e conduz facilmente ao TOTALITARISMO. Foi uma das lições que a humanidade aprendeu com tanto sofrimento da escravidão estabelecida pelos REGIMES TOTALITÁRIOS COMUNISTAS.
    O capitalismo selvagem, pai do socialismo/comunismo geram as desigualdades excessivas, e de fato, são injustas, porque elas são muitas vezes criadas de propósito, para justificar a defesa da igualdade (SLOGAN PTralha “OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS).
    Vendo as desigualdades econômicas excessivas existentes, hoje, na sociedade capitalista, os comunistas de todos os naipes argumentam que a solução é a igualdade completa. Clamam os socialistas contra os degraus excessivamente desiguais e desproporcionados da escala social. Só que a solução que apresentam é eliminar a escada. E assim ninguém mais pode subir socialmente…
    A solução verdadeira seria – não a de eliminar a escada — mas sim diminuir a altura dos degraus sociais, pela multiplicação deles. Precisa-se de mais desigualdades, mas de menores desigualdades. O dinheiro e a pseudo-educação , a discriminação, a divisão e o protecionismo demagógico, não podem ser os critérios únicos de classificação social.
    Entende-se por vida mais humana — como disse um socialista tupiniquim — “ter direito a comer pizza e beber uma cervejinha” . Ou ter televisão em casa (a TV, essa prostituta eletrônica e corruptora da moral familiar). Com antena parabólica, como se vê em muitos barracos de nossas favelas… Vida mais humana seria ter o direito de comer no McDonalds, de ser consumista, de ir praticar nudismo nas praias. Esse paganismo que se esconde por trás do slogan das lojas a respeito de vida mais humana, ou de “qualidade de vida”, jamais se inclui nesse conteúdo de vida (mais humana) a posse da verdade e da verdadeira fé, nem a prática da virtude. Vida mais humana é um slogan equívoco. E contra fatos não argumentos!
    Uma árvore ruim não pode produzir bons frutos (S. Mateus VII, 17-18). Esses frutos, explica Santo Agostinho, são as ações do homem. Enquanto este persistir em sua maldade, não poderá fazer obras boas (Santo Agostinho, De Sermone Domini, 2, 24).
    Assim compreendemos porque Nosso Senhor preveniu os homens contra os embustes do demônio. Ele conhece bem esta criatura rebelada que, possuindo natureza superior à dos homens, os enganaria com sua astúcia. Por isso instituiu a Igreja, que pela luz da Fé, confirma a verdade e destrói as manobras mentirosas do diabo.
    Acontece que, paralelamente, o diabo nunca deixou de tentar falsificar as obras de Deus. Ele não só quer enganar com seus plágios mal feitos, mas também vulgarizar os milagres divinos com seus prodígios, de modo a produzir, concomitantemente, fanatismo e desprezo.
    É público e notório que no Brasil, a política corre como erva daninha bem rasteira. O mal da sociedade atual é de caráter moral e religioso. Os problemas políticos imensos e graves da hora presente são consequências dessa crise religiosa e moral:.
    “A subversão geral de verdades supremas, a audácia dos que não suportam nenhuma autoridade legítima, o desprezo de leis que regulam os costumes e protegem a justiça, e o esquecimento das coisas eternas, entre tantos outros males, é o que deixa a sociedade humana sem repouso e lhe prepara novas revoluções e funestas catástrofes.
    Esses males tem a sua principal causa no desprezo e na rejeição da santa autoridade da Igreja, que governa o gênero humano em nome de Deus, e que é a salvaguarda e o apoio de toda autoridade legítima.
    E para subverter os fundamentos da sociedade, os inimigos da ordem pública pensaram – e colocaram em prática – atacar sem trégua a Igreja, torná-la odiosa por meio de vergonhosas calúnias, e também enfraqueceram-lhe a autoridade e a força do Pontífice Romano.” (INSCRUTABILI DEI CONSILIO)
    A solução verdadeira, e profunda dos males presentes, não é apenas política. Assim como a alguém que sofre de câncer no intestino, não adianta tentar curá-lo com pomada para reumatismo aplicada no joelho, assim também, sabemos que não bastaria mudar a forma de governo, uma vez que não traria solução nenhuma para os males atuais, que são muito mais profundos. A adoção de qualquer forma de governo, mesmo a mais excelente e mais de acordo com a doutrina católica, não resolveria a crise moderna, pois os homens continuariam com os mesmos vícios. Pior. Dir-se-ia que a continuação dos males seria causada pela nova forma de governo, mais católica do que a democracia liberal, ora vigente, em grande parte do mundo. E é por isso que muitos dizem: “todos são iguais… tanto faz votar nesse ou naquele…
    “Também não é de si contrário ao dever preferir para o Estado um regime democrático, ficando a salvo, entretanto, a doutrina católica da origem e exercício do poder público. A Igreja não rechaça nenhum dos vários regimes do Estado, contanto que sejam capazes de buscar o bem comum dos cidadãos”(Leão XIII,Libertas Praestantissima, Denzinger, 1934).”
    Por bem comum não se entende o bem de todos, mas sim o bem geral da sociedade.
    Desde que os governantes busquem o bem pessoal, ou de um grupo em particular, e não o bem comum, estas formas de governo degeneram, produzindo formas de governo corruptas.
    Assim, a Monarquia corrompida gera a Tirania, que é o governo de um só buscando apenas a sua vantagem, ou a de seus parentes e amigos.
    A corrupção da Aristocracia gera a Oligarquia ou o governo de um grupo corrompido, que não busca o bem comum, mas a sua conveniência.
    A corrupção da Democracia produz a Demagogia, em que todos governam, procurando a utilidade própria. É o rouba-rouba generalizado, típico das repúblicas modernas, das quais, infelizmente nosso país não está excluído.
    Portanto, mais do que em Democracia, vivemos em uma forma de governo corrupta que deve ser qualificada de Demagogia, tantos são os governantes e políticos corruptos, capazes de roubar eleições e o erário público.
    E ainda se diz que o POVO é que escolhe o Presidente, quando, na verdade, o miúdo povinho é obrigado a escolher entre três ou quatro “escolhidos” por não se sabe que deuses ou que forças mais ou menos ocultas… Como dizia um bem exótico ex-presidente desta exótica república. O que fazer? Escolher o menos pior, utilizando o voto útil!
    Nessa Demagogia — que se encaixa precisamente no conceito de Demagogia de Aristóteles — é que nós vivemos, e é a ela que nos apontam como a única forma perfeita e possível de governo de um povo civilizado, e televisisticamente domesticado.
    Que não se julgue errado o que digo. A Democracia é uma forma legítima de governo, tal qual a Aristocracia e a Monarquia. O que estou atacando é a Demagogia que safadamente nos impingem, é a Democracia liberal, que não é a Democracia aristotélica e tomista, que a doutrina da Igreja aceita.
    A Democracia que a Igreja considera lícita é bem diferente DA DEMOCRACIA LIBERAL E INACEITÁVEL, NASCIDA DA REVOLUÇÃO FRANCESA. Pois outro erro safado que enfiam pelas orelhas do mundinho estudantil é que a Democracia só existiu na Grécia Antiga, e depois ressurgiu na Revolução Francesa com a corda da guilhotina na mão.
    A famosa Democracia grega, durante bem largo tempo de sua história, só admitiu o voto de uma pequena porcentagem de indivíduos, e, apesar de pagã, ela nunca chegou ao horror — e ao Terror — da Democracia jacobina de Robespierre.
    A Democracia aceita pela Igreja é aquela que admite a desigualdade de direitos (MERITOCRACIA); que não aceita o sufrágio universal igualitário como fonte de poder; aquela que afirma que o poder vem de Deus e não do povo; aquela que considera que o Estado tem que estar unido à Igreja, isto é, aquela em que o Estado reconhece a Igreja como representante da única Religião verdadeira, e que não permite a difusão organizada de doutrinas heréticas; aquela que não aceita a utópica e mentirosa DIVISÃO DE PODERES DE MONTESQUIEU, pois o poder é sempre uno; aquela em que não existe liberdade para o erro e para o vício; assim como as outras liberdades que foram condenadas pela Igreja (Cfr Pio IX, Syllabus e Quanta Cura; Leão XIII, Libertas Praestantissima; Gregório XVI, Mirari Vos).
    A DEMOCRACIA LIBERAL — QUE A IGREJA CONDENA POR SER LIBERAL E NÃO POR SER DEMOCRACIA — É AQUELA QUE CONSIDERA TODOS IGUAIS EM DIREITOS POLÍTICOS; QUE AFIRMA QUE O PODER VEM DO POVO E NÃO DE DEUS; que deve haver liberdade para o erro e para o vício, as liberdades de perdição de que fala Santo Agostinho e o Papa Leão XIII; aquela que propugna a divisão utópica de poderes que nunca existiu nem pode existir.
    E, para que não se pense que esta é uma mera opinião minha, citarei, a seguir, o que ensinaram Pio IX e Gregório XVI a respeito das falsas liberdades modernas ensinadas e preconizadas pelo liberalismo, e instituídas pela Democracia liberal entronizada pela Revolução Francesa:
    “E partindo dessa falsa idéia social, seus propagadores não temem em fomentar a opinião, desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, denominada por Nosso Predecessor, de feliz memória [Gregório XVI], de “loucura” (Mirari Vos), de que a liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo, que há de proclamar-se nas leis e estabelecer-se em todas as sociedades retamente constituídas de que aos cidadãos assiste o direito de toda a liberdade sem que a lei eclesiástica e civil a possa reprimir, liberdade para manifestar ou declarar publicamente qualquer idéia, já pela palavra, já pela imprensa, ou por outra via qualquer”. E não se apercebem de que, enquanto pensam e excogitam todas essas coisas, estão pregando
    Essa Democracia liberal, ateia e igualitária é a mãe do comunismo, que só leva seus princípios às últimas conseqüências.
    É essa Democracia Liberal aquela que o Sillon de Marc Sangnier, pai da Democracia Cristã, defendia. Sistema de governo legítimo, onde governo e governados, autoridade e obediência se misturam de tal forma que não se pode definir com clareza o que cada coisa representa em uma sociedade como essa, concepções contrárias à natureza, insustentáveis pelo que foi exposto pelo Papa São Pio X, ao condenar os erros do Sillon na Carta Apostólica Notre Charge Apostolique.
    “A piada abaixo explica sobre o golpismo típico das republiquetas latino-americanas, que, por sua lógica, levam os princípios liberais às últimas conseqüências.
    Pois se conta que um dia, no México — país extremamente perturbado pelo liberalismo — se apresentou um indivíduo numa secretaria de governo pedindo a sua pensão devida por ter participado de uma revolução.
    O funcionário, então, lhe perguntou:
    “– La Revolución de que año?
    — La del 1878.
    — Pero de que mês?
    — La de setiembre.
    — Pero de que dia, hombre?
    — La del 18.
    — La revolución de la mañana, o la de la tarde?”.
    Este é o resultado do direito de revolução.
    O outro resultado — o tirânico — não admite piadas. O outro é Auschwitz.
    Pois da tese errônea e absurda de que o poder vem do povo provém não apenas o anarquismo das republiquetas de banana, mas também todas as tiranias (as ditaduras) modernas. Pois SE O GOVERNANTE RECEBE TODO O PODER DO POVO, O QUE SE FIZER O POVO ESCOLHER POR MAIORIA, DEVERÁ SER LEI. FOI ESSE SOFISMA QUE PERMITIU A HITLER PRATICAR OS SEUS CRIMES DE GENOCÍDIO CONTRA OS JUDEUS, EM NOME DO POVO QUE LHE DERA A MAIORIA DOS VOTOS.
    Por isso, por causa do princípio falso de que o poder vem do povo, as democracias liberais oscilam sempre entre o anarquismo libertário e a ditadura tirânica. Toda a História contemporânea, com suas guerras e revoluções, registra esse movimento pendular entre uma liberdade anárquica e uma ditadura tirânica. E o Brasil não escapa desse movimento pendular trazido pelas falsas teses de que o poder vem do povo, e que existe um direito absoluto de rebelar-se.

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