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Inquérito conclui que morte de capoeirista na BA teve motivação política

Mestre Moa do Katendê foi assassinado por apoiador de Jair Bolsonaro após discussão em Salvador

Por Rodrigo Daniel Silva - Atualizado em 17 out 2018, 16h10 - Publicado em 17 out 2018, 11h53

A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre a morte do mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Mestre Moa do Katendê, que foi assassinado após discussão política sobre os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) em Salvador no dia 7 de outubro, primeiro turno das eleições.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o inquérito, que foi encaminhado para o Ministério Público, mostra que Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, foi o autor das doze facadas contra a vítima.

De acordo com a SSP-BA, Paulo Sérgio confessou o crime e, além disso, o dono do bar onde aconteceu a morte, entre outras testemunhas, confirmou que posições políticas adversas iniciaram a briga.

Após Moa de Katendê anunciar que votaria em Haddad, Paulo, que se declarava eleitor de Bolsonaro, pagou a conta no bar, foi até a sua residência, voltou ao estabelecimento e acertou o mestre de capoeira com golpes de faca.

Moa do Katendê era compositor, dançarino, capoeirista, percussionista, artesão e educador. Fundou, em maio de 1978, o Afoxé Badauê. Ele completaria 64 anos em 29 de outubro.

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