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Em Salvador, Haddad diz que ainda espera o apoio de Ciro Gomes

Segundo o petista, manifestação do pedetista traria a ele de três a quatro pontos; ele criticou Bolsonaro, chamando o adversário de "um atraso de 500 anos"

Por Rodrigo Daniel Silva Atualizado em 26 out 2018, 19h08 - Publicado em 26 out 2018, 18h34

A dois dias do segundo turno, o presidenciável Fernando Haddad (PT) disse, nesta sexta-feira (26), que ainda espera o apoio do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) à sua candidatura. O petista afirmou que, com o patrocínio do pedetista, sua campanha “vai ganhar uns três a quatro pontos”.

“Conversei com Carlos Lupi [presidente nacional do PDT]. Pelo que ouvi do Lupi, sim [Ciro vai apoiá-lo], mas ainda não falei com ele. Falei com o Carlos Lupi só. Ciro não é de fugir da briga não. Ele vai se manifestar porque ele sabe o que está em jogo no Brasil. O Bolsonaro é uma atraso de 500 anos neste país”, afirmou, em entrevista à imprensa, em Salvador.

O petista ressaltou, ainda, que acredita em uma “reviravolta” no pleito, apesar de os institutos de pesquisas apontarem uma vitória com folga de Jair Bolsonaro (PSL). “Está tendo uma grande reviravolta nesta eleição. Começou, na verdade,em São Paulo, cidade que eu governei. Lá nós já passamos o Bolsonaro. Isto está acontecendo em todas em capitais e tenho certeza de que vamos chegar à vitória no domingo. E acho triste meu adversário ter se recusado a participar do debate hoje à noite na Rede Globo. Um grande desrespeito ao povo brasileiro. Isso nunca aconteceu no segundo turno. Espero que o povo brasileiro saiba se fazer respeitar contra uma pessoa que desrespeitou a democracia e o confronto de ideias”, declarou.

  • Ao lado do governador reeleito Rui Costa (PT), Haddad fez uma caminhada em Salvador entre o bairro de Ondina até a Barra, onde ocorreu apresentações de artistas.

    O ex-prefeito de São Paulo disse acreditar que terá na Bahia mais de 70% dos votos, já que no primeiro turno conquistou 60,28% dos votos. Haddad usou um turbante dos Filhos de Gandhi durante a visita e estava acompanhado também da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e do ex-governador da Bahia e senador eleito Jaques Wagner (PT).

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