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Em recuperação judicial, Queiroz Galvão perde licitação milionária

Com vigência de trinta meses, obra de 5 quilômetros criará duas estações e expandirá metrô de Salvador

Por Rodrigo Daniel Silva - Atualizado em 1 maio 2019, 13h35 - Publicado em 30 abr 2019, 16h54

Em recuperação judicial e considerada inidônea pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Queiroz Galvão perdeu uma licitação da extensão do metrô de Salvador no valor de 424,6 milhões de reais para o consórcio CCINFRA-TSEA-EPC (formado pela Camargo Corrêa-TSEA-EPC).

Inicialmente, a CCINFRA-TSEA- EPC tinha vencido o procedimento licitatório, mas a empresa foi declarada inabilitada e a Queiroz Galvão foi considerada vencedora. A primeira colocada, no entanto, recorreu e a comissão de licitação reconsiderou a decisão anterior.

O consórcio vencedor terá que construir 5 quilômetros da linha do metrô e duas estações (Campinas e Águas Claras/Cajazeiras).

A vigência do contrato será de trinta meses. Declarada inidônea pelo TCU por formação de cartel para fraudar licitações e para a corrupção de dirigentes da Petrobras, a Queiroz Galvão informou que apresentou recurso e a decisão da Corte de Contas encontra-se suspensa.

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Empresas do Grupo Queiroz Galvão (Queiroz Galvão Óleo e Gás e Queiroz Galvão Energia) pediram recuperação judicial no ano passado. O mercado estimou, em 2018, que chegava a 10 bilhões de reais a dívida do grupo.

Por meio de nota, a Construtora Queiroz Galvão afirma que “a comissão de licitação para a obra do metrô de Salvador não fez qualquer análise ou pronunciamento sobre o processo do TCU, no qual a construtora apresentou recurso e a declaração de inidoneidade encontra-se suspensa. Associar o processo do TCU ao resultado da licitação estabelece uma relação equivocada entre os dois assuntos.”

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