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Suplicy revela o recado do presidiário Pimenta Neves ao futuro colega José Dirceu

Condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide, o presidiário Antonio Pimenta Neves aproveitou uma conversa com o senador Eduardo Suplicy, que o visitou em fevereiro, para mandar um recado ao futuro colega José Dirceu. O destinatário só recebeu a mensagem há algumas horas ─ ele e todos os leitores da […]

Por Branca Nunes - Atualizado em 31 jul 2020, 06h27 - Publicado em 16 abr 2013, 21h06

Condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide, o presidiário Antonio Pimenta Neves aproveitou uma conversa com o senador Eduardo Suplicy, que o visitou em fevereiro, para mandar um recado ao futuro colega José Dirceu. O destinatário só recebeu a mensagem há algumas horas ─ ele e todos os leitores da Folha de S. Paulo que se interessaram pela reportagem, publicada nesta terça-feira, sobre o encontro entre o senador e o homicida ocorrido há dois meses na cadeia de Tremembé. É lá que ficarão hospedados os mensaleiros julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

Como o texto se concentra em mais um recurso judicial apresentado pelos advogados de Pimenta Neves, Suplicy primeiro contou como está o amigo assassino: “Pareceu-me razoavelmente bem, dentro do ponto de vista de quem está preso e passa 16 horas por dia na cela”, resumiu. O recado só entrou em cena no nono parágrafo:  “Ele pediu que eu avisasse ao Zé Dirceu que lá não é como ele imagina, que não dá para usar computador ou estudar como ele está querendo. Mas a biblioteca é boa”.

O comandante do mensalão agora já sabe que terá de suspender por tempo indeterminado a atualização do Blog do Zé: o material liberado para os detentos não inclui laptops , notebooks, iPads, tablets e congêneres. Em compensação, poderá usar  o tempo que desperdiça em textos de quinta categoria para melhorar a cabeça carente de leituras e estudos. Como a biblioteca é boa, o guerrilheiro de festim talvez deixe de reincidir em  barbarismos que constrangem até um Lula. Ele continua recitando, por exemplo, que “o PT não róba nem dêxa robá”. Vai aprender na cadeia que o certo é “o PT rouba e deixa roubar”.

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